Comércio de São Vicente atrai empresas de fora da região

Com o dinamismo do mercado, número de estabelecimentos sobe na cidade

31/12/2017 - 17:25 - Atualizado em 31/12/2017 - 18:17

Variedade de produtos é comparada com a da Rua 25 de Março, em SP (Foto: Alexander Ferraz)

O comércio de São Vicente encerra o ano com alta de 12% no número de empresas abertas, na comparação com 2016. Em 2017, a Cidade ganhou 885 empreendimentos, principalmente com filiais ou franquias de redes paulistanas.

Em termos de arrecadação com Imposto Sobre Serviços (ISS), também há boa expectativa para a Cidade. No ano passado, segundo a Prefeitura, arrecadaram-se cerca de R$ 28 milhões. Em 2017, foram R$ 22,8 milhões até novembro, mas se prevê que, quando a receita de dezembro estiver confirmada, se supere a marca de 2016.

Outro ponto positivo é que o Município tem sido escolhido por empresários de outros locais. Isso ocorre porque o comércio local pode ser considerado, atualmente, o mais forte da Baixada Santista.

“O comércio de São Vicente oferece bons preços, qualidade e variedade de produtos. Não fica devendo nada para a Rua 25 de Março (em São Paulo). Aliás, ao contrário de lá, aqui podemos comprar com tranquilidade”, comparou a recepcionista paulistana Rosana Pereira, de 47 anos. Ela está na região e aproveitou para fazer compras na Cidade.

Do lado de dentro do balcão a animação é mais acentuada. Afinal, com a vinda de novas lojas, a Cidade está garantindo a geração de empregos no segmento. Por exemplo, a loja da Akai (Praça Barão do Rio Branco, 82, no Centro) promoveu a colocação de mais 130 profissionais no mercado de trabalho.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ainda não se percebe crescimento no número de vagas: as demissões continuam a superar as contratações. Mas o ritmo de dispensas caiu significativamente. De janeiro a novembro de 2016, o comércio vicentino fechou 446 vagas. No mesmo período deste ano, 181. Ou seja, há perspectiva de retomada para 2018. 

Em maio, Akai, com sede na Capital, inaugurou loja de cosméticos em SV (Foto: Alexander Ferraz)

“Inauguramos uma loja em São Vicente (em maio) a partir do momento em que percebemos a força do comércio da Cidade. Aliás, acreditamos no potencial de São Vicente”, destaca Emerson Akira Kobashi, proprietário da Akai, loja de cosméticos com sede em São Paulo e que oferece mais de 30 mil artigos do setor de beleza.

“O comércio em São Vicente é conhecido por ser um dos mais ativos da região e, por sua popularidade, tem atraído empresas de vários setores, como Akai, Smart Fit, Pizza Crek, Chocolândia, Grão Pimenta, Domino’s Pizza e outras”, salienta o chefe de Gabinete da Secretaria do Comércio de São Vicente, Enzo Marulli.

Mais números

Os índices positivos no comércio vicentino também são confirmados mesmo ao se levar em conta as empresas que abriram e as que fecharam suas portas. De acordo com levantamento da Prefeitura, em 2015, o Município tinha 7.313 empresas. Em 2016 houve queda de aproximadamente 2%, passando a 7.178. Em 2017, pulou para 7.443, com aumento de cerca de 4% em relação a 2016.

“Temos de destacar que a vinda de empresas de fora não afetou as que já estavam instaladas na Cidade. Ao contrário, as que já estavam começaram a ampliar seus negócios. Com isso, todos ganharam, principalmente os consumidores, que passaram a ter mais qualidade nos serviços prestados”, explica Enzo Marulli.

O secretário destaca, ainda, que desde o começo deste ano, a Prefeitura tem incentivado intensamente o comércio. “A Prefeitura, por meio da Secretaria de Comércio, implantou o Programa Empresa Fácil 48 horas. Ele (programa) ajudou a desburocratizar o processo para abertura de novas empresas na Cidade. Outra iniciativa foi ampliar a atuação contra o comércio irregular”, lembra, ao reforçar que o comércio vicentino é igualmente forte fora do Centro da Cidade.

“Temos grandes pontos na Área Continental (com população estimada em 140 mil pessoas), onde o comércio é sempre ativo”. Nessa região, os destaques são a Avenida Ulisses Guimarães, no Rio Branco; a Rua José Singer, no Humaitá; a Avenida Cellula Mater, no Parque Continental; e a Avenida Quarentenário, no Jardim Irmã Dolores.

“Nossa expectativa é de que em 2018 esses números sejam ampliados. Inclusive, com a chegada de novas grandes empresas”, previu Marulli.

Vantagens para todos

Com franquias em São Paulo e Rio de Janeiro, a Mil e Uma Sapatilhas chegou a São Vicente (Rua João Ramalho, 840, no Centro) e, em pouco mais de um mês de atividades, conquistou clientes vicentinas e as de outras cidades da região.

Segundo a gerente da loja, Érica Maia Possato, o segredo disso são a diversidade, a qualidade dos produtos e os preços convidativos. “Os proprietários já tinham uma franquia no Rio de Janeiro e decidiram trazer uma nova franquia para São Vicente, pois a Cidade tem comércio forte e, principalmente, muito movimentado, independentemente da época do ano”, comenta.

A gerente confirma que a loja, que é especializada e oferece todos os tipos de calçados femininos, tem sido procurada por clientes de toda a região. “Mas não só da Baixada Santista. Também temos atendido clientes da Capital que nos procuram por conhecer nossos produtos”, lembra.

Franquia da Mil e Uma Sapatilhas viu oportunidade na região (Foto: Alexander Ferraz/AT)

A dona de casa praia-grandense Margarida Santos do Nascimento, de 58 anos, visitou a loja e aprovou. “Realmente, aqui tem calçados para todos os gostos. Aliás, São Vicente tem um comércio muito movimentado e com muitas opções para compras”, afirma.

Sobre sair de Praia Grande para fazer compras em São Vicente, Margarida disse que já é um costume. “O comércio de São Vicente tem tudo o que buscamos em termos de diversidade de produtos, qualidade e, o melhor de tudo, preços muito em conta. Realmente, vale a pena vir para cá”, diz. 

Moradora em Guarujá, a dona de casa Simone Félix da Silva, de 79 anos, visita o comércio vicentino pelo menos uma vez por mês. “O comércio de Vicente de Carvalho (Guarujá) também é muito bom. Lá, temos de tudo. Mas gosto de vir aqui a São Vicente, pois, geralmente, encontro coisas com preços ainda mais em conta”, menciona.

Simone havia comprado blusas e calças. Ainda iria comprar calçados. “O dinheiro deu para comprar o que eu queria e sobrou para levar uma sandália. Também vou aproveitar para almoçar no shopping e, quem sabe, ainda comprar mais alguma coisa”.

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