Combustível acaba em 37 de 107 postos procurados por sindicato

Levantamento do Sindicombustíveis-Resan abrange as cidades de Cubatão, Guarujá, Santos, São Vicente e Praia Grande

24/05/2018 - 10:50 - Atualizado em 24/05/2018 - 12:29

Greve dos caminhoneiros provoca desabastecimento em postos da região (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

Balanço divulgado nesta manhã pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Santos e Região (Sindicombustíveis-Resan) aponta que 37 dos 107 postos procurados pela entidade em Cubatão, Santos, São Vicente e Praia Grande estavam sem combustível, por volta das 10 horas desta quinta-feira (24).

O desabastecimento nos postos tem relação com a greve dos caminhoneiros, que protestam contra o aumento do diesel. A categoria realiza bloqueios em rodovias de todo o País, não permitindo o tráfego de caminhões, inclusive dos responsáveis pelo transporte de combustíveis.

De acordo com o sindicato, em Guarujá foram procurados 16 postos. Em dez deles não há mais combustível e, em seis, apenas diesel.

O balanço abrange também 51 estabelecimentos de Santos, sendo que treze não tinha nenhum tipo de combustível, 31 contavam com diesel, seis com gasolina e um com etanol.

Em São Vicente, 13 postos participaram da pesquisa, sendo oito postos sem combustível algum e cinco deles com diesel disponível para os clientes.

O levantamento pesquisou aina a situação em quinze postos de Praia Grande. Em seis dos estabelecimentos não há nenhum tipo de combustível, enquanto quatro ainda contam com gasolina e etanol.

Nove postos de Cubatão foram procurados e todos ainda contam com diesel nas bombas. Em dois, gasolina e, em um, etanol.

A lista de postos pesquisados não foi divulgada.

Em Santos, treze postos de combustível já estão sem combustível (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Abuso 

Morador de Cubatão, o construtor Paulo Vitoriano dos Santos, de 50 anos, levou um susto quando foi abastecer o carro na manhã desta quinta-feira (24). Ele conta que, por trabalhar com o veículo diariamente, temia que pudesse ficar desabastecido, e, mesmo sabendo da falta de combustível em alguns postos da Cidade, decidiu encarar mais de 1 hora de fila para encher o tanque.  

Quando chegou sua vez para ser atendido, descobriu que o litro da gasolina em um posto localizado na Avenida Nove de Abril, já era comercializado a R$ 9,00. A saída foi retornar para casa e deixar o carro na garagem nesta quinta-feira. 

“Eu já havia ido em um posto na mesma avenida, mas lá o combustível já tinha acabado. Agora, vender a R$ 9 o litro é um absurdo. Eles sabem que vai acabar e por isso estão cobrando o que querem. Sou favorável ao protesto dos caminhoneiros, mas contra esse preço abusivo”, lamentou. 

Infração

Os donos dos postos que adotaram novos preços em função do desabastecimento de combustíveis podem ser punidos, caso haja comprovação de que os preços foram elevados sem justa causa. A informação é da Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo.

Ainda segundo o órgão, a “Prática Abusiva” é prevista no Código de Proteção e Defesa do Consumidor (CDC), que trata da elevação de preços de produtos e serviços sem motivo. 

O Procon-SP recomenda que, a fim de combater essa prática, o consumidor documente e denuncie os supostos infratores através do site.

"É fundamental que o consumidor anexe à denúncia imagem do cupom fiscal ou, na falta dele, o máximo de informações sobre o estabelecimento nome/bandeira, endereço, data de compra e preços praticados – se possível com fotos", diz a nota.

A partir desses dados, de acordo com o órgão, será aberto procedimento para a apuração, comprovação e possível punição dos infratores.

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