Cemitérios continuam sendo alvos de roubos e furtos em Santos

Munícipes reclamam de insegurança; em um dos casos, dois idosos foram assaltados em plena luz do dia

12/07/2018 - 14:41 - Atualizado em 12/07/2018 - 14:42

Não há cerca de proteção no Cemitério da Areia Branca; Prefeitura diz que muro é alto (Foto: Rogério Soares/AT)

Nem os mortos estão em paz. Isso é o que reclamam alguns munícipes santistas em relação à insegurança nos cemitérios da Cidade. A Guarda Municipal não é vista nos equipamentos, há relatos de furtos de placas, de assalto a quem visita parentes enterrados, de cercas quebradas e até o carro funerário de uma da unidades foi levado, há menos de três meses.

Uma das moradoras revoltada com a situação é Wania Rangel, advogada de 54 anos. Ela conta que o tio e a tia dela, de 79 e 70 anos, respectivamente, foram assaltados na última semana no Cemitério da Filosofia (Saboó).

“Eram 10 horas da manhã quando um marginal exigiu as alianças deles, dizendo estar armado. O meu tio entregou a dele na hora, mas minha tia, em tratamento, inchada, não conseguia retirar do dedo. Chorava, pedia calma, mas alterado, o marginal ameaçava. Empurrou meu tio que quase bateu a cabeça num túmulo”, conta ela, lembrando que um cortejo fúnebre que passava os salvou, pois o assaltante viu o movimento e fugiu.

Cemitério do Saboó: assalto a dois idosos
 em plena luz do dia (Foto: Rogério Soares/AT)

Outro morador de Santos, que visita com regularidade o túmulo do filho e não quis se identificar, também reclamou. “Eu fui levar umas flores e, lá chegando, tinham levado todos os metais, não só da minha campa, como de várias outras do cemitério. Perguntei na administração se não havia segurança e eles disseram que a Guarda Municipal não estava”, contou, com desgosto. “Então, arranquei tudo. É desagradável, horrível, não tenho o que fazer. Não vou colocar mais nada de metal lá”, disse. Por “lá”, ele se refere ao cemitério do Paquetá.

Questões e respostas

Em visita aos cemitérios, a Reportagem apurou que os de Areia Branca (no Santa Maria) e da Filosofia (no Saboó) só têm a cerca de arame na frente e laterais. Sobre isso, a Prefeitura respondeu que, no cemitério de Areia Branca, o muro foi construído com cinco metros de altura na intenção de evitar invasões. Os muros laterais estão sendo alteados, com colocação de concertina (cercas de aço em forma de espiral) e é orçada a colocação de concertina no Cemitério da Filosofia também.

A Tribuna esteve também no Paquetá e viu que a cerca tem partes quebradas no fundo e, mesmo com uma câmera de monitoramento lá, há túmulos com marcas de placas retiradas recentemente. Em nenhum dos locais havia a presença da Guarda Municipal.

A Prefeitura foi questionada sobre todos os pontos abordados e informou, além da reforma dos muros, que a Secretaria de Segurança realiza rondas motorizadas em horários diferenciados, além do auxílio do Sistema Integrado de Monitoramento, 24 horas. As Denúncias podem ser feita através dos números 153 e 0800-177766.

Já sobre o carro roubado do Paquetá, o Município diz que ocorreu na madrugada do dia 23 de abril, sem mais detalhes.

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