Caramujos africanos são vistos na Ponta da Praia e Encruzilhada

Avistados nas paredes de prédios e casas, esses moluscos são uma ameaça à saúde

03/01/2018 - 09:17 - Atualizado em 03/01/2018 - 09:30

Moluscos volta e meia são vistos subindo pelas paredes (Foto: Alberto Marques/AT)

Grupos de caramujos africanos têm dado as caras pelos muros de prédios e casas dos bairros Ponta da Praia e Encruzilhada, em Santos. Transmissor de esquistossomose, meningite e outras doenças, esses moluscos pra lá de nojentos viraram uma dor cabeça daquelas para a vizinhança.

 

Dona de uma casa na esquina das ruas Maestro Heitor Villa Lobos e Cesar Lacerda de Vergueiro, na Ponta da Praia, a funcionária pública Cristina Costa Rodrigues, de 41 anos, conta que os seus filhos pequenos viram, na semana passada, um caramujo africano cair em cima da mesa que ela mantém no quintal. 

“Volta e meia vejo eles subindo pelas paredes da minha casa. É complicado, porque a gente sabe o monte de doenças que esses bichos trazem. E pra mim, que tenho filhos pequenos, é uma preocupação em dobro. Sempre os alerto sobre os riscos. Tanto que, assim que o caramujo caiu na mesa, os meus filhos correram pra pedir sal (uma das maneiras de eliminar o molusco)”, conta Cristina.

Na Rua Comendador Martins, eles são vistos pelas
calçadas (Foto: Alberto Marques/AT)

Moradora da Rua Egídio Martins, também na Ponta de Praia, Fernanda Bonafé, de 43 anos, revela que a proliferação do molusco no bairro teve início há um ano. 

“Fico muito preocupada de pegar essas doenças. E o pior é que nunca vi uma equipe da Prefeitura de Santos tentando combater esses bichos”. 

O problema é semelhante na Rua Julio Conceição, na Encruzilhada. Os muros de um condomínio empresarial no cruzamento com a Rua Barão de Paranapiacaba costumam ser povoado por esses transmissores de doenças, deixando vizinhos e pedestres enojados.

“O maior problema é que esses caramujos africanos saem do jardim do conjunto comercial e circulam pelos muros do meu prédio, que tem idosos e crianças. O prédio precisa fazer alguma coisa pra combater essa praga”, reclama a professora Luciana Carvalho, de 30 anos. 

Procurada, a Prefeitura de Santos informou por meio de nota que mandará equipes aos locais apontados pela Reportagem para verificar a situação e orientar – ou até mesmo intimar, se necessário – os proprietários dos imóveis onde os moluscos estão se proliferando para que o problema seja resolvido de uma vez por todas. 

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