Canudo de inox é ideia sustentável em estabelecimento da região

Pensando no meio ambiente, restaurante substitui a versão de plástico pelo modelo feito em aço

02/06/2018 - 22:08 - Atualizado em 02/06/2018 - 22:35

Restaurante Madê Cozinha Autoral utiliza canudo
feito em aço inoxidável (Foto: Rogério Soares/AT)

Sabe aquele canudinho aparentemente inofensivo que você usou para, em menos de dez minutos, tomar seu suco ou água de coco? Ele demora mil anos para se decompor no meio ambiente e, por esse motivo, a campanha #SemCanudinho tem cada vez mais adeptos na região.

 

Em Santos, o Madê Cozinha Autoral não usa canudinhos de plástico desde que abriu as portas, há oito meses. Quem vai lá se depara com um canudo diferente: feito de aço inoxidável (inox). “Na verdade, até hoje nós temos uma resistência por parte de alguns clientes. As pessoas pedem pelo canudo de plástico quando recebem o de inox”, diz o proprietário da casa, Dario Costa.

Antes de chegar a esse modelo, ele conta que também experimentou o canudo de papel, mas esse realmente amolecia com o tempo e acabou não funcionando bem.

“A higienização do canudo de inox é sempre questionada. Aqui, é nossa prioridade. Ele fica 12 horas de molho numa solução com cloro e, depois, é lavado e esterilizado com água fervendo”, explica.

Além disso, esse modelo de canudo vem com uma escova para limpeza interna. “Aqui, não usamos nada de plástico. As pessoas têm referência do que acontece com o meio ambiente, mas ficam condicionadas a não abrir a mente para uma mudança como essa. Fazer essa escolha de aderir ao canudo de inox vai além do ser comercial. É plantar uma semente que a gente espera que vá refletir em outros restaurantes também”.

Dario diz ainda que, nos próximos dias, haverá mais novidades. “Tem uma moça de Ilhabela que produz canudos de bambu. Eu pedi algumas amostras e ainda não chegaram. Vamos testar para ver se dá certo”.

Quem apoia a ideia é o secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Liborio. Ele afirma que o canudo é um dos itens de plástico que se utiliza por menos tempo e é preciso repensar o seu impacto ambiental. “Ele tem uso muito restrito e não é reciclável. Tem baixo valor comercial e é muito leve. Por isso, essa campanha de conscientização e de opção a gente apoia”, afirma.

Libório considera que, se há opções melhores, mais viáveis e mais sustentáveis, deve-se usá-las. “O canudo é um dos itens mais encontrados na praia. O vento leva e vai parar no mar. Podemos mudar essa cultura e contribuir com o meio ambiente”.

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