Caminhoneiros autônomos protestam em acesso ao Porto de Santos

Categoria se reúne nas imediações do Viaduto da Alemoa, na Av. Engenheiro Augusto Barata

21/05/2018 - 10:05 - Atualizado em 21/05/2018 - 18:48

Manifestantes protestam na Alemoa contra aumento do combustível (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Um grupo de caminhoneiros autônomos realizou, nesta segunda-feira (21), manifestação nas imediações do Viaduto da Alemoa, na Av. Engenheiro Augusto Barata, um dos acessos ao Porto de Santos. Também em Guarujá, um grupo se concentra na Rua Idalino Pines, conhecida como Rua do Adubo, no Jardim Boa Esperança.

"Estamos aqui pacificamente, dando apoio ao movimento dos caminhoneiros autônomos e não há previsão de quando vamos voltar a trabalhar. Precisamos ser ouvidos na nossa luta", afirma Alexsandro Viviani, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista (Sindicam).

A manifestação, que também ocorre em ao menos 16 estados, simultaneamente, teve início durante a madrugada. Em Santos, a Reportagem apurou que, apesar da manifestação, as pistas da via estão liberadas e não há previsão de bloqueio.

Apenas caminhoneiros que acessam terminais do Porto de Santos são sendo parados pelo grupo. Agentes da Guarda Portuária e da Polícia Militar estão no local para garantir a passagem dos caminhões que queiram seguir.   

Na noite de domingo (20), A Tribuna On-line antecipou que a categoria se reuniria no início do dia para decidir se os profissionais que atuam na região iriam aderir à greve nacional, convocada pela Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCam). O movimento não é liderado pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), segundo os próprios representantes sindicais da categoria.

O protesto é contra o aumento semanal do preço do óleo diesel, a cobrança dos eixos erguidos nos pedágios e por uma tabela uniforme nos valores dos fretes. A categoria reivindica ainda melhorias nas paradas de descansos obrigatórios.

A ABCam convocou a paralisação geral nacional após cobrar medidas para mitigar impacto do aumento do diesel. A reivindicação não foi atendida.

Movimento no Porto

O Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp) informou por nota que monitorou o movimento e “que não houve reflexo nas operações”.

Já a Codesp afirma que o “acesso de veículos rodoviários de carga às instalações do Porto de Santos ficou comprometido pela ação dos manifestantes”, o que refletiu no recebimento e entrega de mercadorias, mas que não teria comprometido as operações de carga e descarga de navios.

Bloqueio de rodovia proibido 

Proibidos de bloquear qualquer trecho de rodovia do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), por decisão da Justiça, na última quinta-feira (17) os caminhoneiros se reuniram a mais de 500 metros da Via Anchieta.

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