Caixa descumpre acordo e impasse sobre indenização de joias furtadas continua

Instituição deveria apresentar critérios para a criação de um grupo de clientes que vão negociar individualmente

24/09/2018 - 20:14 - Atualizado em 24/09/2018 - 20:19

Assalto ocorreu em 17 de dezembro e, desde então, muitos
clientes não foram indenizados (Luigi Bongiovanni/AT)

A Caixa Econômica Federal (CEF) não cumpriu o prazo acordado com o Procon de Santos, no último dia 4 de setembro, em Brasília. A instituição deveria ter apresentado, na última sexta-feira (21), os critérios adotados para a criação de um grupo prioritário de clientes, que vão negociar individualmente as indenizações das joias furtadas da agência do Centro de Santos em 17 de dezembro de 2017.

A Reportagem questionou a Caixa sobre o atraso e, em nota, o banco respondeu que “vem atuando de forma tempestiva no caso, tendo realizado, desde o início do ocorrido, diversas reuniões com os clientes”.

Além disso, a instituição afirmou que cerca de 90% dos clientes já foram indenizados conforme os padrões contratuais. “Com relação aos acordos individuais, o banco informa que os critérios para que sejam realizados estão sendo analisados”.

O coordenador do Procon de Santos, Rafael Quaresma, diz ter mantido contato na quinta (20) e sexta-feira com o banco, que alegou estar finalizando o levantamento. “Pediram mais alguns dias. Acredito, e espero, que até o final dessa semana honrem a palavra e cumpram o que prometeram”.

Quaresma, no entanto, não deixou de reprovar o não cumprimento do prazo. “Essa conduta da Caixa não demonstra descaso com o Procon, mas sobretudo com os consumidores do banco. Esperamos que nos próximos dias tudo aquilo que foi combinado evolua de forma satisfatória”.

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