Base do Samu na Zona Noroeste está abandonada

Imóvel constantemente é alvo de furtos e virou abrigo para moradores de rua

12/07/2018 - 21:10 - Atualizado em 12/07/2018 - 21:11

Moradores reclamam de descaso
 da Prefeitura (Carlos Nogueira/AT)

Abandono. Esse é o sentimento que toma conta de moradores do Rádio Clube, na Zona Noroeste de Santos. O problema é a antiga base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na Praça Jerônimo La Terza. O imóvel está largado, é alvo de furtos e serve como abrigo para moradores de rua.

O desempregado Severino Domingues da Silva, de 58 anos, conta que já precisou da ajuda do serviço e não conseguiu. “Passei mal por causa de pressão alta e liguei para o Samu. Como a base não estava funcionando, eu não tinha onde buscar ajuda. Fiquei mais de duas horas esperando e ninguém apareceu”. 

Ele também acredita que isso é um descaso, por parte da Prefeitura, com os munícipes. “Um lugar que deveria servir para socorrer a comunidade agora não tem nada. É mais fácil pedir ajuda para um vizinho que tem carro do que esperar o Samu”.

Para o dono de um bar no bairro, Jorge Matos do Nascimento, de 60 anos, a sensação de insegurança sempre marca presença. “Moradores de rua ficam na antiga base o dia inteiro”.

Para piorar, o empresário Alexandre Reis, de 42 anos, diz que o abandono não é exclusividade da base. “Se você andar pelo bairro, não vai ver uma benfeitoria. Nós pagamos impostos para nada”.

De acordo com Adriano Catapreta, chefe do departamento de Atenção Pré-Hospitalar e Hospitalar de Santos, a base do Samu do Rádio Clube precisou ser desativada por causa de furtos. “Fechamos o imóvel em fevereiro porque ele foi depredado. Foram cerca de seis furtos enquanto o serviço ainda funcionava”.

Após o fechamento, as duas equipes que trabalhavam no local foram transferidas para o Hospital da Zona Noroeste. A Prefeitura afirma que essa mudança não prejudicou o atendimento aos moradores. 

Mesmo citando os furtos, Catapreta diz que a base será reaberta após obras. A expectativa é que ela volte a funcionar em agosto. “Vamos arrumar e repor tudo o que for necessário para que o local volte a funcionar. Vamos pedir para a Guarda Municipal reforçar as rondas na região”.

PM

A Polícia Militar informa, em nota, que o policiamento ostensivo e preventivo é realizado por meio de “planejamento estratégico e da análise dos índices criminais e do emprego do seu efetivo operacional”. A PM diz que de janeiro a maio de 2018 prendeu 27 pessoas naquela área, recuperou 24 veículos roubados e apreendeu 6 armas de fogo.

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