Baixada Santista tem a pior taxa de mortalidade infantil do Estado

O número é mais alto também que os das taxas estadual e nacional. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde e Fundação Seade

27/10/2016 - 14:25 - Atualizado em 27/10/2016 - 18:14
Bertioga apresenta os melhores índices da região, 
com 8,2 casos a cada mil nascimentos (Fotos Públicas)

A taxa de mortalidade infantil da Baixada Santista teve queda de 34% nos últimos 15 anos. Ainda assim, representa o pior índice entre todas as regiões administrativas de São Paulo. O número é mais alto também que os das taxas estadual e nacional. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde e Fundação Seade.

A região teve 14,6 óbitos a cada mil nascidos vivos ano passado, com 25.219 bebês nascidos e 369 mortes. Em 2000, o índice era superior a 22.

Conforme a Organização Mundial de Saúde, as cidades deveriam ter um desempenho de até dez óbitos para cada mil crianças nascidas vivas – algo que só foi alcançado por Bertioga, com coeficiente de 8,2 (981 nascidos vivos e oito mortes). A Cidade também é a única com número melhor que o do Estado, de 10,7 . 

Cubatão, Guarujá, Mongaguá, Praia Grande e São Vicente tiveram desempenho pior que a média da Baixada Santista. Mongaguá teve o número mais alto de mortes no panorama regional: taxa de 22,3 em 2015 (717 nascidos vivos e 16 óbitos). 

Para a Cidade, falar de mortalidade infantil não é apenas observar os índices, mas aprofundar a análise. O Município informa que, neste ano, entre janeiro e junho, foram 325 nascimentos com quatro óbitos, o que representa redução no mesmo período do ano anterior.

Mongaguá mantém um comitê de estudos de causas da mortalidade, sendo que os casos registrados em 2015 foram apurados. Nestes, peculiaridades forçaram os índices negativos, como, por exemplo, uma das gestantes usuária de drogas, outra que sentiu as contrações, porém não foi imediatamente ao atendimento médico, além de um parto prematuro por causa do nervosismo de uma gestante.

Em números absolutos, a Baixada Santista tem ainda quatro cidades entre as vinte com maior quantidade de óbitos em 2015: Praia Grande, Guarujá, São Vicente e Santos. 

Santos, aliás, comemora seu menor índice de mortalidade infantil da história. Em 1980 a taxa era de 38,2 a cada mil. Em 2000, era de 15,1 e este ano, de 12,1). 

Estado e País

Na comparação entre regiões, São José do Rio Preto tem o melhor índice. Lá, morreram, em 2015, 8,4 crianças a cada mil nascidas vivas. As outras melhores regiões do Estado, pelo índice de 2015, foram Ribeirão Preto (8,6), Campinas e São João da Boa Vista (9,1). 

No Estado, se verificados os últimos 25 anos, a queda foi bastante positiva. Em 1990, o número era de 31,2 óbitos; dez anos depois, 17; e ano passado, 10,7. Ou seja, nos últimos 25 anos, São Paulo reduziu a mortalidade infantil em dois terços. 

Segundo o Governo do Estado, a baixa foi alcançada graças ao aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, o incentivo ao aleitamento materno, a assistência ao pré-natal , a expansão do saneamento básico e a vacinação em massa de crianças pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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