Baixada Santista pode ter menos policiais na temporada

Atraso na formação de novos soldados seria responsável pela diminuição do efetivo

28/09/2017 - 09:30 - Atualizado em 28/09/2017 - 09:56

Policiamento com uso de bicicletas é um dos recursos empregados (Foto:Carlos Nogueira/AT)

O atraso na formação de novos policiais militares poderá afetar o volume de efetivo a ser enviado para a Baixada Santista durante a Operação Verão. Em reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região (Condesb) na terça-feira (26), em Peruíbe, o presidente do órgão e prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB) disse ter a informação de que o número de PMs poderá ser 20% menor do que na última temporada.

O porta-voz da PM na Baixada, capitão André Bonifácio, disse, em mensagem de voz para A Tribuna, que a Escola Superior de Soldados ainda não tem alunos na segunda fase de formação – isto é, trabalhando nas ruas, em atividades operacionais. “Mas nós vamos prover, sim, meios suficientes, mantendo o padrão de policiamento para a Operação Verão conforme nós estamos realizando desde 2014”.

Esse padrão, segundo Bonifácio, será entre 1,7 mil e 1,8 mil policiais. “Fora isso, nós também estamos otimizando o patrulhamento, tem dado resultado, que é com o emprego de policiais militares em bicicletas” e “também estamos adquirindo outros meios, que depois nós poderemos anunciar, sobre tudo aquilo que a gente vai prover na Operação Verão que se avizinha, mas ainda temos algum tempo para ajustar”.

O número difere do apresentado pela Prefeitura de Praia Grande, de acordo com a qual, geralmente, as nove cidades da Baixada recebem 2 mil policiais durante dois meses. Com 20% a menos, seriam 1,6 mil. “Ou traz um pouco de cada cidade para aumentar ou paga Dejem para compensar isso”, sugere Mourão. Dejem significa Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho do Policial Militar.

O prefeito de Praia Grande emenda que “é essa ideia que querermos levar ao secretário (de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho) ou ao governador (Geraldo Alckmin, PSDB), assim como quero discutir reforço nos finais de semana e feriados prolongados. Também somos região turística nesses períodos”.

Pedido de reunião

O subsecretário estadual de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita, declarou que já iniciou “tratativas com o secretário de Segurança” para que o titular dessa pasta e os prefeitos conversem sobre a Operação Verão. Até o fechamento desta edição, não estava previsto quando o encontro ocorrerá.

Mourão insiste em que a reunião “tem que ser com a maior brevidade porque a temporada já está aí, daqui a 30, 40 dias”. Ele fez menção ao último feriado prolongado e antevê o que pode ocorrer no de 12 de outubro, de Nossa Senhora Aparecida, também estendido.

“As pessoas estão viajando para lugares menos distantes por causa de dinheiro. Automaticamente, devem descer para cá. A prova foi no 7 de Setembro. Na realidade, nós já tivemos problemas agora por falta de reforço nos feriados. Aí, com redução de 20%, não vejo como confortável essa situação”, emenda.

Indefinição

Em nota enviada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública para A Tribuna por volta das 21 horas desta quarta-feira (27), “a Polícia Militar informa que, ao contrário do que afirma o prefeito de Praia Grande, o efetivo policial para a Operação Verão 2018 ainda não foi determinado. As circunstâncias, datas e detalhes da operação estão em análise pela corporação e serão divulgados em breve”.

* Com informações de Ted Sartori

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