Baixada Santista gera 605 vagas de emprego em agosto

Resultado interrompe sequência de quedas na geração de postos de trabalho

23/09/2018 - 10:04 - Atualizado em 23/09/2018 - 10:09

Construção civil puxou dados de Santos, que teve saldo positivo de 421 vagas na região (Foto: Alberto Marques/AT)

A Baixada Santista teve saldo de 605 vagas de trabalho em agosto, revertendo a curva de declínio no nível de emprego na região, que seguia como tendência durante este ano. A geração de postos no último mês, no entanto, ficou abaixo das médias estadual e nacional em seis das nove cidades. E mesmo com os números positivos de agosto, o saldo de 2018 continua negativo na maioria dos municípios. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho.

Santos puxou a média de geração de vagas para cima, sendo responsável por mais da metade do saldo na Baixada. Entre admissões e demissões, o excedente foi de 421 postos.

A construção civil na cidade teve bom desempenho e foi um dos setores responsáveis pela alta, com o crescimento de 2,09% no número de trabalhadores em atividade, seguindo a tendência nacional, já que o segmento foi o maior gerador no Brasil. O setor de Serviços também cresceu em Santos e segue com bom desempenho durante todo o ano.

Na contramão, o Município que mais impactou negativamente no resultado regional foi Cubatão, onde houve 481 admissões e 683 demissões, gerando uma retração no mercado de trabalho equivalente a 202 postos. Foi a única cidade da Baixada que teve encolhimento do mercado de trabalho.

Desempenho ruim

Apesar do resultado negativo de agosto, Cubatão ainda é o município com o melhor saldo para o ano, até agora (confira no quadro abaixo).

Santos também teve mais admissões do que demissões se considerados os oito primeiros meses deste ano, mas os índices positivos não chegam a 1%, abaixo da média paulista, em que houve aumento de 1,64%, com 193.587 empregos criados, e nacional, com incremento de 1,5% no saldo deste ano, 568.551 vagas.

Todas as outras sete cidades da Baixada Santista tiveram mais fechamento do que abertura de vagas neste ano. O mercado de trabalho encolheu 3,52% em Itanhaém, 2,43% em Guarujá e 2,17% em São Vicente.

Para a economista Karla Simionato, o índice positivo na criação de empregos neste mês foi pequeno e não representa a retomada da economia. Karla afirmou que a tendência até dezembro é naturalmente de crescimento na geração de postos de trabalho, principalmente com a proximidade do período das festas de final de ano.

Segundo a economista, a criação de vagas deveria ter sido inclusive um pouco maior, considerando a realidade de aquecimento do mercado no segundo semestre. “É prudente esperarmos um pouco mais para ver o que teremos de saldo daqui para frente, até por conta do período do ano em que estamos, para avaliar com maior precisão”, afirma.

Economista e professor da Universidade Santa Cecília (Unisanta), Jorge Manuel de Souza Ferreira vai na mesma linha: diz que o resultado é positivo, mas pouco representativo no contexto da região.

“Melhor seria esperar por outros resultados que, se positivos, aí sim podem indicar uma tendência”.

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