Atingidas por fungos, palmeiras da Praça Independência corriam o risco de cair

Oito exemplares localizados no Gonzaga foram removidos e serão incinerados

03/01/2018 - 11:00 - Atualizado em 03/01/2018 - 11:01

Novos exemplares serão plantados no local na próxima semana (Foto: Fernanda Luz/AT)

Foi concluída na manhã desta quarta-feira (3) a remoção das palmeiras imperiais da Praça Independência, no Gonzaga, em Santos. Os exemplares, que estavam no local há mais de 10 anos, foram atingidos por um fungo, conhecido como resinose e, de acordo com o engenheiro agrônomo João Cirilo, chefe da Coordenadoria de Paisagismo (Copaisa), corriam o risco de cair. 

As palmeiras removidas serão levadas para o Aterro Sítio das Neves, onde serão enterradas e incineradas para evitar a propagação do fungo. Somente na próxima semana será iniciado o processo de transplante das novas árvores, doadas pelo Rotary Club de Santos. 

Conforme Cirilo, o fungo presente nas palmeiras já vinha sendo observado pela pasta há algum tempo. Ele acredita que o lote plantado na praça já tenha vindo com a doença. Porém, antes, não havia sido observado. 

“A resinose é um fungo que vem das raízes e ao longo do tempo vai consumindo toda a planta, e ele tem algumas características. Normalmente causa o amarelamento das folhas, provoca rachaduras e apresenta uma exsudação. Ou seja, saía uma resina avermelhada, amarronzada da planta”, comenta. 

O fungo, ainda conforme o engenheiro agrônomo, diminui o estipe (tronco) da planta. Por isso a preocupação em remover todos os exemplares do local. “Elas estavam bem finas. Finas de uma tal maneira que estavam ficando fofas, perdendo massa. Por isso, corria o risco delas caírem. Quando derrubávamos elas no chão, esfacelavam”. 

Feita a remoção, Cirillo explica que agora serão aplicados fungicidas e herbicidas, a fim de eliminar possíveis fungos no solo. “Na semana que vem começamos a transportar as novas palmeiras, doadas pelo Rotary. Elas são jovens, têm em torno de 4 a 5 metros de altura e, assim como em qualquer outro transplante, vamos observar se elas irão vingar no local”. 

*Com informações de Fernando Degaspari 

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