Assaltado no Emissário Submarino, vereador paulistano pede segurança

Após a ocorrência, Adilson Amadeu, que tem imóvel em Santos, cobrou autoridades. Moradores dizem que se sentem acuados

21/03/2018 - 11:24 - Atualizado em 21/03/2018 - 11:25

Vereador foi abordado no local por ladrões com estiletes e derrubado da bicicleta (Foto: Alberto Marques/AT)

Proprietário de imóvel em Santos, o vereador paulistano Adilson Amadeu (PTB), de 67 anos, foi vítima de assalto no Emissário Submarino, no José Menino, na última sexta-feira (16). O fato o motivou a encaminhar ofícios a autoridades policiais do Estado de São Paulo, solicitando melhorias no policiamento em Santos. Segundo ele, existe “disparidade” entre a segurança oferecida na temporada (Operação Verão), quando aumenta o efetivo policial, e fora do período de férias.

“Sou contribuinte desta Cidade há mais de 50 anos e aqui pretendo fixar moradia num futuro próximo. É incrível a disparidade de policiamento daquela ostentada nas festas de final de ano e no Carnaval. Como pode uma mudança tão brusca? A Cidade agora vive escassez de agentes de segurança, gerando intranquilidade aos cidadãos”, relatou nos ofícios.

Amadeu explicou, ontem, para A Tribuna que, após o assalto, apesar de percorrer um longo trajeto, não encontrou nenhum policial no caminho.

“Fui pedalar na ciclovia e parei no Parque do Emissário, onde fiquei por dez minutos. Na volta, um grupo me atacou, perto da pista de skate. Fui agredido com um taco de madeira e derrubado da bicicleta. Dois deles, que estavam com estiletes, roubaram minha corrente e outros pertences. Gritei por socorro, mas não havia policial no local. Após o assalto, andei até a Praça Independência (Gonzaga), mas não vi a Guarda Civil Municipal e nenhum policial”, comentou.

No assalto, além da pancada com o taco, Amadeu sofreu escoriações no braço e na perna.

Situação

A Tribuna esteve no José Menino e constatou que a insegurança faz parte do dia a dia dos moradores e dos comerciantes do bairro. Muitos deles relatam que ficam acuados diante das constantes notícias de assaltos e furtos na área.

De acordo com os relatos, na maioria das vezes, os assaltantes agem em grupos e, depois da ação, correm para o túnel nas imediações da Estação Nossa Senhora de Lourdes, do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

“Já ouvi muitas pessoas falando sobre assaltos na Avenida Barão de Penedo (canal), onde existem muitas árvores. Outro local que os moradores do bairro evitam passar é a rua que fica atrás do Orquidário (Décio Stuart). Lá é grande o risco de ser assaltado, pois de um lado é o muro do Orquidário e, do outro, o muro da Sabesp”, contou um morador.

Um comerciante que está trabalhando há apenas três meses em uma loja nas proximidades do Orquidário disse que recentemente um indivíduo foi pego com uma faca. “Chamamos a polícia e ele foi detido. Também temos problemas com pedintes. Muitos deles são usuários de drogas”, comentou.

Outro comerciante explicou que já foi vítima da violência. “Algum tempo atrás furtaram o toldo da minha loja. Como era de alumínio, a pessoa veio à noite, tirou o equipamento e deve ter vendido. Além disso, ouço muitos comentários sobre roubos de bicicletas aqui na área”, disse.

Prefeitura

O secretário municipal de Segurança de Santos, Sérgio Del Bel, disse ontem para A Tribuna que nesta quarta-feira (21) será realizada uma reunião para discutir o problema de insegurança. “Temos realizado ações semanais, envolvendo a Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar. Hoje, vamos fazer a reunião para definir o que pode ser melhorado para garantir mais segurança para o cidadão”, explicou.

A Polícia Militar também foi procurada, mas até o fechamento desta edição não enviou respostas às solicitações feitas pela Reportagem.

Veja Mais