Após proposta do TST, trabalhadores dos Correios aceitam continuar negociação

Categoria planejava entrar em greve a partir desta terça-feira; nova assembleia ocorre dia 14

07/08/2018 - 21:31 - Atualizado em 07/08/2018 - 21:40

Categoria ameaçava paralisar as atividades a partir
desta terça-feira (Foto: Nirley Sena/AT)

Após a Justiça do Trabalho propor um acordo entre Correios e carteiros, a categoria decidiu suspender a greve, prevista para começar nesta terça-feira (7), em todo o País.

A decisão foi tomada em assembleia realizada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), em Brasília. A orientação é para que a categoria permaneça em negociações, mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), até o próximo dia 14.

Até a data, caso não seja apresentada nenhuma proposta por parte da estatal, os trabalhadores voltam a se reunir e podem deflagrar uma paralisação nos serviços. Na Baixada Santista, a Reportagem não conseguiu contatar nenhum representante do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares (Sindect) para comentar a decisão.   

A proposta da Justiça do Trabalho, apresentada na manhã desta terça, é de que os Correios paguem reajuste salarial integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e não apenas 60% desse indicador – como a empresa propôs aos empregados.

O ministro Renato de Lacerda Paiva, vice-presidente do TST, também propôs a manutenção das condições do acordo coletivo firmado para os anos de 2017 e 2018.

Em julho, os Correios apresentaram proposta de reajuste salarial de 60% do INPC – o que representa aumento em torno de 2,21%, menos que o índice cheio que registra alta de 3,68% em 12 meses. Essa proposta foi rejeitada em assembleia dos trabalhadores em 26 de julho.

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