Após prédio ser evacuado, moradores completam um mês longe de suas casas

Imóvel situado no Canto do Forte foi esvaziado devido a problemas em uma das pilastras

21/03/2018 - 07:35 - Atualizado em 21/03/2018 - 07:35

Edifício no Canto do Forte foi evacuado após deslocamento de uma das colunas na garagem (Foto: Luigi Bongiovanni/AT)

Há um mês, cerca de 18 famílias que residem no edifício Talismã, localizado no Canto do Forte, em Praia Grande, estão abrigadas provisoriamente na casa de familiares, imóveis alugados e até mesmo em hotéis da Cidade. 

Desde o último dia 21 de fevereiro, o imóvel, situado na Rua Brigadeiro Faria Lima, está interditado e as famílias estão impedidas de retornar para as suas casas. O prédio precisou ser evacuado após danos registrados em uma das colunas de sustentação do imóvel. 

Síndica do edifício, Mariza Blades contou à Reportagem que uma perícia já foi realizada no local. No entanto, os moradores ainda aguardam um laudo que ateste quais reparos serão necessários no condomínio. A previsão é que o documento seja finalizado e entregue à administração do prédio ainda nesta semana. 

“Estamos aguardando esse laudo para saber de quem é a responsabilidade pelo acidente e o que exatamente precisará ser feito. Por isso, ainda não sabemos quanto tempo ficaremos fora de casa”. 

Dois dias após o prédio ter sido evacuado, A Tribuna On-Line noticiou que estruturas metálicas haviam sido instaladas na garagem, por uma empresa contratada pelo próprio condomínio. Na ocasião, durante perícia, técnicos constataram fissuras e trincas em outras partes do edifício. 

“Essas estruturas foram instaladas emergencialmente. Mas agora não sabemos mais quanto tempo levará para que o problema na garagem seja reparado. A minha orientação aos moradores foi a de que alugassem outro imóvel, provisoriamente, até que tudo seja resolvido”, comenta a síndica, que, após o acidente, se mudou com o marido para um outro imóvel em Praia Grande. 

“Nós estamos numa correria para que tudo se resolva o quanto antes, mas, dependendo do que o laudo atestar, serão necessários alguns esforços. Temos 18 famílias que estão sem poder retornar para casa, o que está sendo bem difícil, porque cada um está tendo que se virar. Eu mesma precisei alugar um imóvel”, conta.

Procurada, a Prefeitura de Praia Grande informou, por meio de nota, que já foram tomadas todas as medidas cabíveis, inclusive judiciais, a fim de obrigar o condomínio a atender as notificações e providenciar os serviços necessários a fim de sanar o problema.

A Administração Municipal informa ainda que aguarda a apresentação da documentação e execução dos serviços necessários, para então realizar vistoria do local e, uma vez constatado que foram tomadas todas as medidas necessárias para solucionar o problema, liberar a ocupação dos imóveis.  

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