Agentes da PF fazem buscas em setor de licitações e compras da Prefeitura de Mongaguá

Ação, liderada por delegada da Delecor, deu continuidade às investigações da Operação Prato Feito

21/08/2018 - 18:17 - Atualizado em 22/08/2018 - 20:33

Comando de Mongaguá retornou para as mãos do
presidente da Câmara (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

Agentes da Polícia Federal estiveram, na tarde desta terça-feira (21), na Prefeitura de Mongaguá, dando continuidade às investigações da Operação Prato Feito, que apura possíveis irregularidades no fornecimento de merenda, uniformes e materiais escolares a prefeituras. 

Conforme apurado pela Reportagem, a diligência foi conduzida pela delegada Melissa Maximiniano, da Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor), que estava acompanhada por outros dois agentes da Polícia Federal.

Os agentes, segundo informações da Administração Municipal, ouviram servidores públicos do Departamento de Recursos Humanos, Licitação e Compras, além de olharem documentos que poderão ser utilizados na investigação. Eles também estiveram nas dependências do Paço Municipal para apurar se o vice-prefeito Márcio Melo Gomes (sem partido), o Márcio Cabeça, estaria cumprindo a ordem judicial emitida pelo colegiado do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) para se manter afastado do cargo. 

Conforme a decisão, Márcio Cabeça estaria impedido de receber salário, além de entrar em prédios públicos. Porém, conforme apurado por A Tribuna On-Line, ainda na tarde desta terça-feira, ele teria sido visto na Câmara de Vereadores.  

Marcio Cabeça voltou a ser afastado das funções após a maioria da Câmara de Mongaguá ter decidido, na madrugada do último dia 17, pela cassação dos mandatos dele e do prefeito Artur Parada Prócida (PSDB), preso em maio deste ano com R$ 5,3 milhões em espécie.  Com a decisão, Rodrigo Cardoso Biagioni, o Rodrigo Casa Branca (PSDB), assumiu as funções de chefe do Executivo. 

Mongaguá agora vive a expectativa de que seja realizada nova eleição para definir quem ocupará a Prefeitura até 2020. Os decretos de afastamento foram protocolados na Justiça Eleitoral e no Diário Oficial de Mongaguá. Caso não haja inconsistência nos documentos, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) chama eleições. 

 A Reportagem não conseguiu contatar a Polícia Federal para comentar da operação. 

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