Unidos dos Morros reedita samba-enredo de 1986 na avenida

Penúltima escola de samba a desfilar pelo Grupo Especial em Santos, agremiação celebra 40 anos

31/01/2018 - 08:00 - Atualizado em 31/01/2018 - 08:00

Para celebrar os 40 anos de fundação de forma marcante na avenida, a agremiação Unidos dos Morros, terceira colocada no Carnaval santista em 2017, decidiu reeditar o enredo O bem-me-quer, mal-me-quer dos grandes amores, apresentado em 1986 pelo compositor Waldir do Tamborim. 

Penúltima escola de samba a desfilar pelo Grupo Especial, no dia 3 de fevereiro, a tradicional agremiação levará para a avenida 1,5 mil componentes, divididos em 15 alas. O desenvolvimento do enredo ficará por conta do carnavalesco Rafael Felipe Condé. 


FICHA TÉCNICA

Cores: azul, verde e branco
Títulos: 2
 
Presidente: Fabio Fernandes Carvalho
Direção: Rubens Andrade Júnior 
Carnavalesco: Rafael Condé 
Intérprete: Almir Schmidt, o Baby 
Diretor de harmonia: Edson, Vanderlei e Toninho 
Comissão de frente: Renata Pacheco 
Porta-bandeira: Fabíola e Renatinho 
Componentes: 1.500 
 Alas: 15 
Carros:
Quadripé: 1
 
Bateria: 120 ritmistas 
Rainha: Vânia 
Princesa: Gisele 

“É um enredo que foi muito marcante para a escola e também para a comunidade, com um samba muito animado, que fala da história de alguns casais, do amor desde Adão e Eva aos dias atuais”, explicou o presidente da Unidos dos Morros, Fábio Fernandes Carvalho, o Chitinha. 

Apesar do samba-enredo já estar na ponta da língua dos foliões, muitas novidades para o desfile ainda são guardadas a sete chaves pela escola, campeã do Carnaval de 2016. 

Nesta reta final, o presidente da agremiação enaltece o empenho da comunidade, que trabalha contra o tempo para entregar um desfile de qualidade no encerramento das apresentações pelo Grupo Especial. 

Bateria da escola é composta por 120 ritmistas (Foto: Fernanda Luz/AT)

Readequação no projeto 

Assim como as demais escolas de samba, depois de receber a notícia de mais um corte no apoio financeiro oferecido pela Prefeitura, a agremiação precisou readequar o projeto e, entre as medidas adotadas, decidiu reaproveitar parte do material utilizado em desfiles anteriores. 

Nos últimos dois anos, os cachês das escolas de samba foram reduzidos em 75%. Com a verba mais enxuta, a Liga Independente Cultural das Escolas de Samba (Licess) estuda a possibilidade de, a partir do próximo ano, ficar responsável pela organização do evento. A saída tem como objetivo viabilizar uma parceria público-privada para o custeio do Carnaval santista.   

“Está sendo um Carnaval bem difícil, mas que, graças a Deus, a comunidade abraçou. Hoje, no barracão, nós temos cerca de 30 pessoas ajudando, diariamente, na confecção das fantasias. E, posso garantir que, se não tivéssemos esse apoio, o Carnaval esse ano não sairia”, comenta Chitinha, que, apesar de todos os contratempos, está confiante na possibilidade da escola conquistar seu terceiro título em Santos. 

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“Apesar de toda a nossa dificuldade, teremos um Carnaval muito bonito, bem colorido, retratando o amor de várias formas.  O pessoal pode marcar presença no sambódromo, que vai ver um lindo espetáculo”, destacou. 

Ao todo, serão levados à avenida três carros alegóricos e um quadripé no abre-alas. Mas, de acordo com o diretor geral de carnaval, Marcio Leonidio Mota, o público deverá se surpreender com a comissão de frente, assinada pela coreógrafa Renata Pacheco. Há 11 anos na agremiação, ela levará ao sambódromo 12 bailarinos. “A comissão de frente vai ser o nosso carro-chefe. Ela promete uma surpresa boa na avenida”, antecipa. 

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