União Imperial corrige falhas e sonha com vitória no Carnaval santista

Nos últimos dois anos, agremiação do Marapé ocupou a penúltima colocação pelo Grupo Especial

24/01/2018 - 08:00 - Atualizado em 24/01/2018 - 08:00

Para sair do zero é preciso trabalhar. Por isso, após ocupar por dois anos as penúltimas colocações no Carnaval santista, a escola de samba União Imperial tem se empenhado para corrigir falhas anteriores. Depois de modificações até mesmo na composição da diretoria, a tradicional agremiação do Marapé está confiante de que poderá passar uma borracha no passado e disputar de igual para igual a vitória no Grupo Especial de Santos. 

E para que o tão almejado 10º título venha, cerca de 900 integrantes, divididos em 13 alas, ocuparão o Passarela do Samba Dráusio da Cruz, na Zona Noroeste, no próximo dia 3 de fevereiro. Eles contarão as origens do samba, através do enredo Nkisi samba Kalunga, a saga do meu batuque, desenvolvido pelo carnavalesco Renan Ribeiro. 


FICHA TÉCNICA

Cores: verde, rosa e dourado
Títulos: 9 (oito pelo grupo Especial e
um no Acesso)
 
Presidente: Luiz Alberto, o Pelé 
Direção: Heldir Lopes Penha, o Aldinho 
Carnavalesco: Renan Ribeiro 
Intérprete: Silvinho 
Diretor de harmonia: Milton Sintoni 
Comissão de frente: Patrícia Ricci e Melissa Ricci 
Porta-bandeira: Letícia Guedes
Mestre-sala: Valdir Ferreira
Componentes: 900 
Alas: 13 
Carros:
Quadripé: 1
Bateria: 100 ritmistas
 Rainha: Arleny Pereira
Princesa: Rillary Rodrigues 
Madrinha: Sheila Carvalho 
 

“Será um enredo 100% cultural, didático e com uma linguagem muito mais popular. Contaremos na avenida como o batuque que saiu da África, atravessou o oceano e se instaurou aqui, através dos primeiros ranchos, dos primeiros blocos e do início das escolas de samba”, comenta o carnavalesco, que este ano também ficou com a difícil missão de readequar a proposta do enredo ao orçamento mais enxuto da agremiação. 

“O enredo já foi pensado propositalmente, porque ele permite a simplicidade de material. Podemos usar tecidos mais estampados, característicos da cultura africana, que também nos ajudam na questão financeira”.

Com um corte de 75% na verba destinada pela Prefeitura, nos últimos dois anos, o carnavalesco explica que até mesmo reduções no contingente da escola foram necessárias. 

“A escola está acostumada a sempre vir com luxo e muito grandiosa, mas precisou se adaptar. Tivemos um corte significativo na montagem para se adequar ao orçamento. Estávamos com 19 alas e agora só temos 13.  Não tem como a gente desfilar com o mesmo número de componentes de anos anteriores”, desabafa. 

Valdir Ferreira, mestre-sala, retorna à escola após 29 anos (Foto: Fernanda Luz/AT)

Mas, mesmo com todas as alterações no enredo, para que a festa prevaleça na avenida, Renan Ribeiro não esconde a satisfação de saber que está no caminho certo a duas semanas do desfile. 

“A gente está num ritmo um pouco mais organizado. Naturalmente, há sempre alguns ajustes que precisam ser feitos no percurso, mas a gente vai chegar no dia 3 com um nível de desfile bem bacana, tanto de acabamento quanto de preparo”.  

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Surpresas 

Poucos detalhes do que será levado à avenida foram divulgados à Reportagem. Porém, as surpresas da agremiação prometem ficar sob os cuidados da comissão de frente, coreografada pelas irmãs Patrícia Ricci e Melissa Ricci, e da bateria, liderada pelo segundo ano por Fábio Renato, o mestre conhecido como Manguinha. 

“A gente está apostando forte na nossa passagem, onde conseguiremos puxar o público para cantar junto. Na União, nunca tivemos esse tipo de corte. Foi uma ideia trazida pela rapaziada do ritmo e que, trabalhada em conjunto, promete emocionar a todos na avenida”.  

O retorno do mestre-sala Valdir Ferreira também está entre os destaques preparados pela escola de samba. “Depois de 29 anos, me chamaram de volta, para ajudar a levantar a escolar. Estou bastante empolgado e com uma outra responsabilidade, a de manter as notas que a escola já vinha recebendo e levar ela para o lugar que merece”. 

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