Sete escolas de samba abrem desfiles de Carnaval em São Paulo

Nesta primeira noite, a maior expectativa é em relação a Acadêmicos do Tatuapé, campeã em 2017

09/02/2018 - 08:25 - Atualizado em 09/02/2018 - 08:34



Acadêmicos do Tatuapé fará homenagem ao estado do Maranhão (Foto: Folhapress)

Com homenagens a Martinho da Vila e ao Grupo Fundo de Quintal, aos caminhoneiros e ao Maranhão, sete escolas abrem nesta sexta-feira (9) os desfiles de escolas de samba de São Paulo, a partir das 23h15.

Nesta primeira noite, a maior expectativa é em relação ao desfile da Acadêmicos do Tatuapé, campeã de 2017 e apontada como uma das favoritas ao título. Outra agremiação de forte apelo, graças à grande torcida, é a Rosas de Ouro.

Resta uma pequena parte disponível dos 33 mil ingressos colocados à venda no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo. Eles podem ser comprados pelo site da Liga das Escolas de Samba.

As agremiações que se apresentam hoje são, pela ordem, Independente Tricolor, Unidos do Peruche, Acadêmicos do Tucuruvi, Mancha Verde, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro e Tom Maior. No sábado (10), outras sete completam a disputa.

A apuração das notas será na terça-feira, e as duas escolas com menor pontuação serão rebaixadas para o Grupo de Acesso. A Acadêmicos do Tucuruvi não será julgada. Ela foi vítima de um incêndio que destruiu suas fantasias no início do ano e desfilará sem competir, com lugar já garantido no desfile de 2019.

Conheça os enredos das escolas que desfilam nesta sexta: 


Independente Tricolor 

A Independente, escola ligada à torcida organizada do São Paulo, estreia no Grupo Especial, às 23h15, com o enredo Em cartaz: Luz, Câmera e Terror… Uma Produção Independente!. A ideia é fazer um passeio pela história dos filmes de terror e explorar o medo e a paixão que eles provocam no público. A estrela da escola será José Mujica Marins, o Zé do Caixão. O desfile terá fantasmas, bruxas, vampiros e, claro, muitos zumbis.


Unidos do Peruche

Ao manter a tradição de falar das origens do samba e seus grandes personagens, bem como das relações ancestrais com a África, a Unidos do Peruche homenageará na avenida, às 0h20, o sambista Martinho da Vila. O enredo Peruche Celebra Martinho. 80 anos do Dikamba da Vila promete mostrar todas as facetas do compositor, cantor e pesquisador da cultura afro-brasileira.

Além da própria obra do sambista, a escola pretende mostrar o trabalho de Martinho no resgate das raízes e das primeiras gerações da música nacional, no estudo das manifestações culturais brasileiras e na pesquisa das relações entre os povos do Brasil e da África.


Acadêmicos do Tucuruvi

A Acadêmicos do Tucuruvi não será julgada este ano. A decisão foi tomada pela Liga das Escolas de Samba de São Paulo depois que um incêndio destruiu seu barracão de fantasias, no início do ano. O fogo queimou cerca de 2 mil fantasias. Mesmo assim, a agremiação desfilará, às 1h25, com o enredo Uma Noite no Museu.

A proposta é contar a histórias dos museus desde a antiguidade e sua importância na preservação da memória e da história. As alegorias, que não foram atingidas pelo incêndio, vão representar museus de história, de artes, de ciência e até os bizarros. Também há espaço para os museus brasileiros da Língua Portuguesa, do Índio, do Amanhã, do Folclore e do Futebol, entre outros.


Mancha Verde

Os 40 anos do Grupo Fundo de Quintal são a inspiração do desfile da Mancha Verde deste ano. Com o enredo A Amizade, a Mancha Agradece do Fundo do Nosso Quintal, a escola entre no sambódromo, às 2h30, para contar a trajetória deste que é um dos principais grupos de samba do Brasil nas últimas décadas e que revelou nomes como Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Sombrinha e Almir Guineto.

Para falar da Batucada dos Nossos Tantãs, a Mancha volta no tempo e desembarca no bloco Cacique de Ramos, onde o Fundo de Quintal começou a tomar forma. O desfile também passa pela Imperatriz Leopoldinense, escola de coração de parte dos componentes do grupo, e faz referências a seus grandes sucessos.


Acadêmicos do Tatuapé 

Atual campeã do carnaval paulistano, a Acadêmicos do Tatuapé vai apresentar, às 3h35, na avenida o enredo Maranhão, os Tambores vão Ecoar na Terra da Encantaria, que pretende contar a história do estado a partir das particularidades de seu povo, da riqueza cultural e das belezas naturais.

A capital São Luís vai merecer um tratamento especial, com destaque para a arquitetura singular, que une o casario colonial adornado de azulejos às habitações populares típicas.


Rosas de Ouro

O universo dos caminhoneiros é o tema do desfile da Rosas de Ouro para este carnaval, às 4h40. O enredo Pelas Estradas da Vida, Sonhos e Aventuras de um Herói Brasileiro” pretende mostrar como é a vida desses profissionais, suas angústias e alegrias, a religiosidade, a música e os costumes.

Na boleia dos homenageados, a escola também vai mostrar um pouco do Brasil e suas singularidades, cenários, costumes, tradições, culinária. Não vão faltar citações a artistas que cantaram a vida nas estradas e produções de TV e cinema sobre o tema.


Tom Maior

A vida da imperatriz Maria Leopoldina, esposa de D. Pedro I, e sua relação com o samba formam o enredo que Tom Maior para este carnaval, que se apresenta às 5h45. Com o tema O Brasil de Duas Imperatrizes: De Viena Para o Mundo, Carolina Josefa Leopoldina; de Ramos, Imperatriz Leopoldinense, a escola pretende contar a trajetória dessa personagem central da Independência e sua influência nas decisões do marido num momento crucial da história brasileira.

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