Ba-bahianas sem Taboleiro leva milhares de pessoas às ruas de São Vicente

Bloco foi criado em 22 de janeiro de 1936 e mantém sua tradição: homens vestidos de mulher

11/02/2018 - 12:16 - Atualizado em 11/02/2018 - 18:36

O bairro do Gonzaguinha, em São Vicente, foi tomado por cerca de 30 mil pessoas na manhã deste domingo (11) durante a apresentação do bloco Ba-bahianas sem Taboleiro, segundo a organizaçãdo do evento. O grupo, criado em 22 de janeiro de 1936, manteve sua tradição e levou às ruas homens que se vestem de mulher. E, desta vez, o funk foi a trilha sonora do evento.

O desfile começou às 11 horas, depois da concentração na Praça 22 de Janeiro, e partiu da Praça Tom Jobim, terminando às 12h30, sem registro de incidentes, na Avenida Antonio Rodrigues.

Fabiano Cutino, presidente do bloco, esperava pelo menos 100 mil foliões (como ocorreu em 2017) no desfile que teve como tema “Gente de Casa Faz Milagres”. Mas a Polícia Militar avaliou em 37 mil pessoas - entre elas os banhistas na praia vicentina - o número de participantes e assistentes. 

Evento começou por volta das 10 horas, no Gonzaguinha, em São Vicente (Foto: Alberto Marques/AT)

Formado em 1937, o bloco vicentino se chamava Bahianas sem Taboleiro, conforme a grafia da época. E cerca de 60 figurantes desfilaram vestidos de mulher.

Segundo o presidente de honra, Nazir Elias Stefan, em meados dos anos 1960 o nome passou a ser “Ba-bahianas sem Taboleiro”, em homenagem ao primeiro presidente, Alberto “Babá” Sbravati, falecido em 1957.

O ingresso único para o desfile deste domingo , que dava direito a um abadá, custou R$ 22. Parte dos recursos destinou-se a cobrar as despesas com o desfile e vestimentas e a outra parte foi destinada por Fabiano Cutino, presidente da agremiação, ao Fundo Social de Solidariedade e entidades da região.

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