Operação Caifás prende bispo e padres de Goiás por desvio de contribuições de fiéis

Quantia arrecada em esquema gira em torno de R$2 milhões, revertidos para consumos dos ministros de igrejas

19/03/2018 - 16:47 - Atualizado em 19/03/2018 - 17:15

Denunciado por fiéis, esquema era realizado desde 2015
(Foto:  Reprodução/ Youtube)

O Ministério Público de Goiás deflagrou nesta segunda-feira (19) a Operação Caifás, contra um esquema de desvio de recursos da Cúria - administração central - da Diocese da Igreja Católica de Formosa e paróquias de outras cidades do Estado. Segundo a investigação, os recursos tinham origem em dízimos, doações, taxas como batismo, casamento, entre outras, e de arrecadações festivas de dinheiro de fiéis. Foram presos um bispo e quatro padres, informou a Promotoria.

Ao todo estão sendo cumpridos treze mandados de prisão e dez de busca e apreensão em três municípios simultaneamente, sendo nove de prisão e cinco de busca e apreensão em Formosa; três de prisão e quatro de busca e apreensão em Posse; e um de prisão e um de buscas em Planaltina.

Segundo Ministério Público, "todos os mandados foram expedidos contra lideranças religiosas ou administrativas ligadas à Igreja Católica".

A Operação Caifás tem a coordenação dos promotores de Justiça Fernanda Balbinot e Douglas Chegury e conta com a atuação de mais dez promotores, com apoio do Centro de Inteligência (CI) do MP-GO, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Entorno do Distrito Federal, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI-MP), além da Polícia Civil e da Polícia Militar.

As investigações se iniciaram após o Ministério Público ter recebido denúncias de fiéis dando conta que os desvios haviam sido iniciados em 2015. O MP apurou as denúncias que culminaram na operação em curso.

Promotores e policiais cumprem mandados em residências, na cúria da Diocese de Formosa, em paróquias de outras cidades e também em um mosteiro.

Defesa

A reportagem fez contato com a Diocese de Formosa mas não havia recebido resposta até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para manifestação.

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