Governo vai usar Exército para liberar rodovias, diz Temer

Anúncio foi feito em pronunciamento nesta tarde. Decisão foi tomada em reunião com ministros no Palácio do Planalto

25/05/2018 - 13:27 - Atualizado em 25/05/2018 - 13:40

Caminhoneiros entraram no quinto dia de greve nesta sexta-feira (Foto: Vanessa Rodrigues/AT)

O presidente Michel Temer anunciou na tarde desta sexta-feira (25), em pronunciamento, o uso das Forças Armadas para a desobstrução das rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros que realizam, há 5 dias, protestos pelo País.

A decisão foi tomada após reunião no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que contou com a participação de ministros e do presidente. Hoje é o quinto dia de paralisação dos caminhoneiros em todo o País, que protestam contra o aumento do diesel.

"Quero anunciar um plano de segurança imediato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Quem bloqueia estradas de maneira radical será responsabilizado", afirmou o presidente.

Ainda em pronunciamento, Temer disse que é uma "minoria radical" que está impedindo que muitos caminhoneiros cumpram o acordo e voltem a transportar mercadorias.

Apesar do acordo firmado na noite de quinta-feira (24) entre representantes da categoria e do Governo Federal, a trégua de 15 dias na greve não foi acatada pelos manifestantes.

Entenda a negociação

O Governo e representantes de caminhoneiros chegaram a um acordo, na noite de quinta-feira (24) para que a paralisação seja suspensa por 15 dias. Em troca, a Petrobras promete manter a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A empresa mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias.

Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União. O governo também prometeu uma previsibilidade mensal nos preços do diesel até o final do ano sem mexer na política de preços da Petrobras e irá subsidiar a diferença do preço em relação aos valores estipulados pela estatal a cada mês.

O governo também se comprometeu a zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para o diesel até o fim do ano e negociará com os estados buscando o fim da cobrança de pedágio para caminhões que trafegam vazios, com eixo suspenso.

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