Itália lança programa pioneiro para detectar Alzheimer

O objetivo é criar um modelo para identificar a doença antes de o primeiro remédio sair

07/12/2017 - 19:34 - Atualizado em 07/12/2017 - 19:35

A Itália apresentou um programa pioneiro para detectar as pessoas com alto risco de desenvolver Alzheimer. O projeto, que leva o nome Interceptor, ainda visa prevenir os danos cerebrais testando os benefícios de novos tratamentos, já que os custos e efeitos colaterais desses procedimentos são consideráveis.

"O mal de Alzheimer é um problema mundial que não se consegue resolver e que deve ser administrado com urgência", assegura a ministra italiana de Saúde, Beatrice Lorenzin.

A quantidade de casos tende a aumentar "por causa do envelhecimento da população", ainda mais na Europa, lembra a ministra, médica de formação. 

A Itália sofre um déficit crônico de nascimentos e é o país com mais idosos da Europa, e o segundo no mundo, atrás do Japão. Devido aos números preocupantes, o governo decidiu lançar a iniciativa, introduzindo a aplicação de novos remédios antes de 2025.

O Interceptor é um programa voltado para quem apresenta problemas cognitivos leves e piora moderada da memória ou da linguagem. Ele tem como objetivo identificar pessoas com mais chances de desenvolver o problema durante o período assintomático.


No programa, os portadores da doença poderão ser identificados ainda assintomáticos.
(Foto: Shutterstock)


Metodologia

O projeto irá atender durante 54 semanas 400 pacientes, todos voluntários, que manifestam sintomas leves e têm entre 50 e 85 anos. Eles serão distribuídos em cinco centros especializados para o diagnóstico do Alzheimer e submetidos a uma série de exames (análises biológicas e testes neuropsicológicos), o que permitirá desenvolver o modelo para detectar a doença.

"Seremos o primeiro país do mundo a contar com um dispositivo desse tipo antes da introdução do primeiro remédio", adverte o professor de Neurologia Paolo Maria Rossini, que supervisiona o programa.

Cerca de 50 medicamentos estão sendo experimentados para frear ou impedir o mal que causa problemas de memória, na forma de pensar e na maneira de se comportar. Essa patologia degenerativa é diagnosticada a cada três segundos no mundo e atualmente, considerada incurável.


 

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