Exames podem identificar previamente a depressão

A conclusão é de estudo da Unifesp, que analisou 750 pessoas durante três anos

26/02/2018 - 16:42 - Atualizado em 26/02/2018 - 16:43

Os participantes fizeram exame de neuroimagem,
além de avaliações psicológicas. (Foto: Shutterstock)

Um acompanhamento realizado durante três anos identificou, por meio de exames de ressonância magnética do cérebro de crianças e jovens, que alterações da conectividade no circuito cerebral de recompensa estão associadas a casos de depressão. 

Essas modificações foram encontradas em uma região no cérebro responsável por integrar e processar informações cotidianas sobre recompensas e motivação, chamada de estriado ventral, a qual teve um papel significativo nos quadros de depressão antes do início dos sintomas. 

Os resultados estão na tese de doutorado de Pedro Mario Pan, defendida no Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), sob a supervisão de Rodrigo Bressan. Cerca de 750 crianças e jovens, entre 9 e 16 anos, foram estudados em São Paulo e Porto Alegre. 

Além de avaliações psicológicas e psiquiátricas, eles passaram por exame de neuroimagem, sendo que 90% (675) foram reavaliados três anos depois com a mesma metodologia. 

“Se confirmados em estudos futuros, os resultados podem ajudar a identificar jovens em risco de depressão antes mesmo do início dos sintomas”, afirma Pan.

Veja Mais