Estudo mostra que comer folhas verdes pode evitar perda de memória

O resultado positivo se mantém mesmo em quem fuma, é hipertenso ou obeso

26/12/2017 - 17:15 - Atualizado em 26/12/2017 - 17:16

Comer uma porção de folhas verdes por dia pode evitar a perda de memória conforme envelhecemos e manter o cérebro mais jovem, como mostra estudo publicado na revista Neurology. A diferença encontrada entre idosos que comiam verduras e aqueles que não comiam foi impressionante: o equivalente a ter 11 anos de idade a menos. 

Embora o levantamento tenha sido baseado apenas em questionários, os pesquisadores dizem que reforça ainda mais as evidências da associação entre a boa alimentação e o envelhecimento saudável. 

"Adicionar uma porção diária de vegetais verdes e folhosos à sua dieta pode ser uma maneira simples de fortalecer a saúde do cérebro", alega a autora do estudo, Martha Clare Morris, do Rush University Medical Center, em Chicago (EUA). 

O estudo acompanhou 960 pessoas com uma média de idade de 81 anos por quase cinco anos. Nenhuma delas tinha demência ao entrar na pesquisa.


Pessoas que comem verduras também demonstraram ter mais capacidade de raciocínio lógico.
(Foto: Shutterstock)


Metodologia

Os participantes preencheram questionários sobre a frequência com que comiam certos alimentos, incluindo espinafre, couve e alface. Eles também tiveram suas habilidades de pensamento e memória testadas uma vez por ano. 

As pessoas que comiam mais vegetais registraram em média 1,3 porção por dia. Aquelas no extremo oposto consumiam 0,1 porção por dia. Uma porção equivale a cerca de meia xícara de vegetais cozidos. 

Quem comia, pelo menos, uma porção por dia “teve uma taxa de declínio mais lenta em testes de memória e habilidades de pensamento do que as pessoas que nunca ou raramente consumiam vegetais", aponta o levantamento. 

Esses resultados persistiram mesmo depois que os pesquisadores consideraram fatores como tabagismo, hipertensão arterial, obesidade, nível educacional e exercícios físicos e mentais. 

"Essas observações são consistentes com um conjunto mais amplo de evidências que sugerem que as pessoas que aderem a uma dieta mediterrânea podem reduzir seu risco de demência", diz David Llewellyn, pesquisador sênior em Epidemiologia Clínica na Universidade de Exeter, na Inglaterra. 


 

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