Cigarro eletrônico pode aumentar risco de câncer e de doenças cardíacas

Essa conclusão consta em estudo publicado pela Academia Americana de Ciência

31/01/2018 - 19:18 - Atualizado em 31/01/2018 - 19:21

Fumar cigarro eletrônico pode aumentar o risco de vários tipos de câncer e de doenças cardíacas, segundo os resultados preliminares de um estudo realizado em ratos e células humanas.

Esse trabalho, que sugere que o vapor da nicotina pode ser mais nocivo do que se pensava, foi elaborado por investigadores da faculdade de Medicina da Universidade de Nova York e publicado nesta semana pela Academia Americana de Ciência.

Os roedores foram expostos durante 12 semanas ao vapor de nicotina equivalente em dose e duração a dez anos para os humanos. Ao fim do experimento, os cientistas constataram danos no DNA das células do pulmão, bexiga e coração desses animais, assim como uma redução no nível de proteínas de reparação das células desses órgãos, diferentemente de outros ratos que respiraram ar filtrado durante o mesmo período.

Roedores e células humanas foram submetidos a forte dose de nicotina. (Foto: Shutterstock)
 

Efeitos similares foram observados em células humanas de pulmão e de bexiga expostas em laboratório à nicotina e a um derivado cancerígeno dessa substância (nitrosamina). Essas células tiveram aumento significativo nas taxas de mutações tumorais. 

"Embora os cigarros eletrônicos contenham menos substâncias cancerígenas do que os cigarros convencionais, seu vapor poderia representar um risco maior para contrair um câncer pulmonar ou de bexiga e também desenvolver doenças cardíacas", publicou a equipe do estudo dirigido por Moon-Shong Tan, professor de Medicina Ambiental e Patologias da Universidade de Nova York.

Enquanto isso, as fábricas de cigarros eletrônicos afirmam que eles são uma alternativa mais segura do que os produtos tradicionais de tabaco.

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