Saiba quais serão as novidades de 'Call of Duty: WWII' na campanha e no multiplayer

Produtor também conta curiosidades do processo de desenvolvimento dos jogos da série

17/10/2017 - 19:45 - Atualizado em 17/10/2017 - 20:17

Falta menos de um mês para Call of Duty: WWII chegar às lojas e a AT Games traz para você novidades sobre o aguardado jogo de tiro. Além de atender o pedido dos fãs de levar a série de volta para o passado, o game reserva inovações tanto na campanha quanto no multiplayer.

De acordo com o produtor Mike Mejia, que conversou com a AT Games na Brasil Game Show (BGS), em São Paulo, a campanha terá quatro níveis de dificuldade e a vida do personagem não será mais recuperada enquanto ele ficar parado. “Muitas vezes, será preciso trabalhar em equipe para restaurar a vida do personagem, ou seja, obter itens de saúde com aliados”, conta.

No que se refere ao multiplayer, pela primeira vez a franquia terá o que será chamado de quartel general: uma espécie de área social, bem similar à encontrada em shooters como Destiny 1 e 2. Nesse espaço, até oito jogadores poderão interagir, testar armas e combinar partidas cooperativas.

“E graças ao feedback que obtivemos no beta do WWII, fizemos vários ajustes nas armas, nos mapas e nos efeitos sonoros, que poderão ser conferidos na versão final do game. A comunidade brasileira de Call of Duty é uma das mais fortes do mundo. Os jogadores do País estão entre os nossos fãs favoritos, porque dão retorno útil, sugestões que a equipe pode realmente utilizar para aperfeiçoar o jogo”, comenta Mejia.

Ele complementa: “A versão de PC recebeu uma atenção especial neste ano. No computador, vamos disponibilizar opções novas e mais completas de customização”.

 

>> Veja como foi o beta de Call of Duty: WWII

 

Mergulho na história

Mejia conta que voltar às origens da série – em outras palavras, desenvolver um game ambientado no passado – não era um desejo apenas dos fãs. Segundo ele, os profissionais que trabalham nos títulos de Call of Duty também queriam isso, ainda mais depois de se dedicarem a jogos com pegada futurista para atender a solicitações do público.

“Já vínhamos nos dedicando a essa volta ao passado há três anos. O que acontece é que, até então, não podíamos falar abertamente sobre ela”.

 

Mike Mejia trabalha na Sledgehammer, um dos estúdios
que fazem os jogos da franquia. (Foto: Stevens Standke)

O produtor explica que existem três estúdios responsáveis pela produção dos jogos da série Call of Duty. Além da Sledgehammer Games, que fica em São Francisco (Estados Unidos) e é onde Mejia trabalha, há o Infinite Ward e o Treyarch, ambos em Los Angeles (EUA).

“Por isso, você tem sempre um Call of Duty novo por ano. Cada equipe cuida de um jogo e leva três anos para finalizá-lo, para que a qualidade seja mantida entre um título e outro. O último game que fizemos da franquia foi Advanced Warfare, de 2014”, comenta o produtor. 

Ele ainda observa que o time da Sledgehammer conta com cerca de 300 profissionais e que alguns brasileiros integram a equipe, principalmente no setor de animação.

 

Mulheres na mira

E por que a escolha da Segunda Guerra Mundial para cenário do novo Call of Duty? Mejia diz que o objetivo era mostrar fatos pouco divulgados do conflito, como a participação de mulheres na resistência. “Esse é o motivo de termos criado a francesa Rousseau, personagem que vai aparecer em alguns capítulos, para confirmar que não apenas homens foram para campo lutar”.

O produtor acrescenta que a opção pela Segunda Guerra também teve a ver com a vontade da equipe de reforçar e ampliar o conhecimento que principalmente as gerações mais novas de jogadores têm de um período tão importante da história. 



Call of Duty: WWII vai mostrar informações pouco divulgadas da Segunda Guerra. (Foto: Divulgação)

 

Localização

Call of Duty: WWII sai em 3 de novembro para PlayStation 4, Xbox One e PC. O jogo será 100% em português.

Falando especificamente da dublagem do shooter, ela foi realizada parte no Brasil, parte nos Estados Unidos. Atores brasileiros que moram aqui no País e nos EUA participaram do processo.

 

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