Funcionários da Nintendo já fizeram greve de fome

Isso aconteceu quando a empresa ainda nem produzia games. Ela já mexeu até com motéis e táxis

16/01/2018 - 21:48 - Atualizado em 16/01/2018 - 21:53

A Nintendo é uma das maiores empresas da indústria de games e o emprego dos sonhos de muita gente que trabalha na área. Mas, por incrível que pareça, a companhia japonesa já encarou problemas trabalhistas bem sérios, a ponto de seus funcionários fazerem uma greve de fome.

Criada em 1889, a Nintendo por bastante tempo se concentrou na produção de jogos de carta. Só que, na metade da década de 1950, o presidente Hiroshi Yamauchi, neto do fundador da Big N, resolveu fazer uma reestruturação na empresa que deu o que falar.

Ele centralizou a linha de produção da companhia e pediu um empréstimo para comprar terrenos. Resultado: uma fábrica foi fechada, o que levou à demissão de vários funcionários.

Como forma de protesto, empregados da Nintendo e o sindicato da categoria fizeram uma greve de fome. Mas isso não surtiu o efeito esperado, pois Yamauchi não voltou atrás da sua decisão.

A greve aconteceu na década de 50, após demissão de várias pessoas. (Foto: Reprodução)

Muito pelo contrário. Ele demitiu os funcionários que costumavam criticá-lo, para tentar pôr um fim nos comentários de que era muito jovem (tinha 30 anos na época) para presidir o negócio e de que estava no cargo apenas por questões familiares.

Diversificação

Em 1963, Yamauchi diversificou as atividades da Nintendo, que trabalhou desde com táxis até motéis. Essa estratégia não vingou e, na segunda metade da década de 1960, a companhia passou a lidar com brinquedos.

Você deve estar se perguntando quando é que os videogames entraram no radar da Nintendo. Foi nos anos 70, com a aquisição dos direitos para produzir o Odyssey no Japão e o lançamento do Color TV-Game.

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