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Segunda-feira

19 de Novembro de 2018

Vai trocar de celular? Confira dicas para escolher o melhor aparelho

Vários detalhes que vão além do preço devem ser verificados pelo consumidor na hora da compra

O fim do ano está chegando e neste momento muito consumidor quer trocar de celular. Contribuem para isso os apelos de vendas de Natal e também o Black Friday – data de descontos que este ano será em 23 de novembro. Mas a dificuldade na compra muitas vezes nem é a de achar o menor preço. São tantos modelos e marcas disponíveis, que muita gente não sabe qual aparelho escolher.

Há modelos de smartphones mais simples, a partir de R$ 360,00, até os mais sofisticados, com recursos avançados e funcionamento ágil, conferindo também maior durabilidade, custando mais de R$ 10 mil. O preço médio dos mais vendidos em 2018, de acordo com levantamento do site Buscapé, varia principalmente de R$ 700,00 a R$ 4 mil – com funcionalidades parecidas. 

Por isso, além de levar em conta o desejo e o gosto pelo modelo de tamanho ideal, especialistas explicam que cada usuário precisa identificar quais características usa em um aparelho, de acordo com o uso do dia a dia. Quem explica é o analista de suporte formado em Análise e desenvolvimento de sistemas, Nelson Junior. 

“Eu mesmo estou pesquisando. Prefiro ter fotos e boa funcionalidade como os da Apple, mas devo definir por um ASUS, gastando um quarto do valor”, conta ele sobre processador e memórias, lembrando que o importante é cada um colocar no papel – ou na tela – quantos e quais aplicativos costuma usar. “Ou se tira muitas fotos, se gosta de deixar as imagens no aparelho ou baixar novos aplicativos e jogos, antes de definir qual a próxima compra”.

Mas vai travar?

Além do bom uso, processador e memória RAM são importantes para encontrar um aparelho que não trave ou demore para abrir aplicativos. Então, a dica é o cliente comparar diversas características dos modelos, antes da aquisição.

Os sites de compra às vezes trazem a ferramenta de comparação na busca. Já nas lojas físicas os vendedores precisam auxiliar no encontro de cada informação que, nem sempre, está na embalagem do aparelho ou etiqueta de preço.

“Uma pessoa que vai usar só para redes sociais pode comprar um com processador mais antigo, um Quad-core de 2.0 Gigaherts (GHZ) e dois gigas de memória RAM, porque o perfil do usuário não requer muito. Já quem utiliza para games (apps de jogos) é melhor um processador Octa-core e 4 GB (gigabytes) de memória RAM para evitar o travamento”, ensina.

Segundo o professor de Desenvolvimento de Jogos da São Judas/Campus Unimonte, Igor Pereira, quem usa pouco o aparelho gasta dinheiro à toa com um processador octa core.

“Quem necessita é quem gosta de tecnologia, usa muitos acessórios conectados, como câmera externa, por exemplo, com aparelho <FI5>bluetooth</FI>, ao mesmo tempo de um aplicativo, por exemplo”, afirma.

Sem economia de memória

Segundo ele, o que não parece bom economizar é na memória do aparelho, caso o consumidor seja do tipo que não costuma limpar as imagens e vídeos vindos das redes sociais. Outra coisa que não se pode fazer é confundir memória RAM com memória interna e externa (veja abaixo).

“Tem aparelho de até oito gigas de RAM hoje, sendo que 2 GB são de bom tamanho para a maior parte das pessoas. Já a memória interna, sugiro no mínimo 16GB. Tive um celular com vários jogos instalados, pois desenvolvo alguns, e o aparelho só começou a dar problema com cerca de 400 fotos e 40 vídeos. Claro, metade da memória eu usava com meus jogos e aplicativos. Então, posso dizer tranquilamente que pode se esperar o dobro”, explica ele, dando parâmetros para o cliente fazer a melhor escolha.

Em que prestar atenção?

>> Processador: costuma ter de um a oito núcleos. Eles são os responsáveis por dividir as tarefas. Por isso, quanto mais núcleos, melhor. São conhecidos como dual core, quad core e octa-core. Geralmente um dual ou quad core são suficientes a quem mantenha aplicativos de redes sociais, trânsito e jogos. Um uso mais profissional exige um octa. 

>> Memória RAM: sigla de  Random Access Memory, ou Memória de Acesso Aleatório, em português. Serve para manter, durante o uso, as informações de cada aplicativo aberto, por exemplo. Usuários que usam vários aplicativos ao mesmo tempo, com telas divididas e conexões com câmeras e outros aparelhos, por exemplo. Aí, 8GB são uma boa opção, competindo inclusive com alguns notebooks. Fora esses casos, entre 2GB e 4GB de memória RAM são suficientes.  

>> Memória Interna: é como uma gaveta de um guarda-roupas. Enche a cada aplicativo instalado, mas principalmente com fotos e vídeos baixados do Whatsapp, mesmo que excluídos das conversas. Como o sistema operacional ocupa certa capacidade de armazenamento, o aparelho começa a emitir alertas quando não há espaço suficiente. Quanto mais limpeza de arquivos, ou mais memória, melhor.

>> Memória Externa: é quando o aparelho tem a capacidade de receber um cartão de memória. Há vários tamanhos disponíveis. Nem sempre aplicativos podem ser salvos nessa memória externa, mas fotos e vídeos, sim.

>> Câmera fotográfica: além de testar qualidade de imagem com uma verificação  na loja, é importante saber se o consumidor quer câmera traseira (convencional) e frontal (para selfies, com flash embutido para ambos os lados ou não. Geralmente a qualidade de imagem é diferente em cada caso, sendo a câmera de selfie a com menor capacidade de magapíxeis (Mp). O megapixel é a unidade de medida da imagem. Quanto mais Mp, maior a possibilidade de uma foto ser ampliada. Com 8Mp, por exemplo, a execução em televisores já é perfeita.