Guarda Municipal é recebida a tiros em baile funk realizado a céu aberto

Festa proibida era realizada na noite deste domingo, na comunidade da Prainha, em Guarujá

21/05/2018 - 18:37 - Atualizado em 21/05/2018 - 22:09

Tumulto e barulho no local motivaram força-tarefa (Foto: Divulgação)

Força-tarefa integrada pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Guarujá, outros órgãos da Prefeitura e a Polícia Militar foi recebida a tiros em um baile funk realizado no meio da Rua Santo Amaro, no Pae Cará, em Vicente de Carvalho, às 23 horas de domingo (20).

Mais de mil pessoas participavam do evento clandestino, segundo informou a GCM. Para garantir a integridade física e até mesmo a vida de todas elas, os policiais militares apenas se abrigaram, sem revidar os disparos. Ninguém ficou ferido e o autor dos tiros fugiu sem ser identificado.

O tumulto e o barulho provocado pelo baile funk, conhecido como pistão, motivaram a força-tarefa. A festa proibida acontecia na comunidade da Prainha e contava com um palco improvisado no meio da rua. Nessa estrutura havia possantes equipamentos de som, que pertencem a uma empresa do ramo e foram apreendidos.

Tiros e correria

No momento em que os agentes públicos se aproximavam do local onde estavam os equipamentos de som, um criminoso vestido com camiseta amarela saiu de um beco e atirou várias vezes, gerando pânico e correria. O marginal fugiu logo em seguida e os PMs fizeram apenas uso de armas não letais para auxiliar na dispersão da multidão.

Os policiais e guardas municipais localizaram seis cartuchos deflagrados e um projétil intacto, todos de calibre 9 milímetros, que é de uso restrito. Na sequência, eles realizaram a aferição do som, que acusou 82,7 decibéis, quando o máximo permitido para aquela zona residencial é de 50 decibéis.

O delegado Josias Teixeira de Souza, da Delegacia de Guarujá, registrou o caso como disparo de arma de fogo e também elaborou termo circunstanciado (TC) da contravenção penal de perturbação do trabalho ou sossego alheios.

Equipamentos de som foram apreendidos na ação
(Foto: Divulgação)

Equipamentos

A força-tarefa apreendeu oito caixas acústicas, uma mesa de som, um amplificador, duas placas para potencializar som e um equalizador. Os equipamentos foram levados à delegacia, onde compareceu posteriormente um homem afirmando ser o “representante” da Lelisom, responsável pela locação dos aparelhos.

A Tribuna entrou em contato com esse homem por telefone na tarde de ontem e o indagou sobre quem alugou os equipamentos para o baile funk clandestino. Ele alegou ignorar a identidade do locador, bem como disse desconhecer a ilegalidade do evento promovido no meio da rua.

O projétil íntegro e os cartuchos deflagrados também foram apreendidos para perícia. Na tentativa de identificar o promotor ou promotores do pistão da Prainha, o dono da empresa de som deverá ser intimado para apresentar o contrato de locação dos equipamentos de som apreendidos.

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