Baixada SantistaSantos
Falta de investimento
Investimento na Baixada Santista está entre os menores do Estado
Rafael Motta
O gasto do Governo Estadual em Saúde na Baixada Santista foi o quarto mais baixo entre os 17 departamentos regionais de saúde (DRSs) paulistas, em termos proporcionais, no ano passado. O resultado é decorrente do cruzamento de cifras divulgadas pela Secretaria da Fazenda do Estado e das estatísticas de população constantes da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
Em 2009, as nove cidades locais representaram despesas médias de R$ 17,83 por habitante, superiores apenas às dos departamentos de Piracicaba, Campinas e Grande São Paulo.
Entre os DRSs, a Baixada tem a quinta maior população, atrás de Grande São Paulo, Campinas, Taubaté e Sorocaba. E ficou em décimo lugar em dispêndios absolutos (R$ 30 milhões 84 mil, ou 3,40% dos R$ 885 milhões 643 mil enviados aos departamentos de Saúde no último ano).
O Governo contesta a informação, por avaliar que o levantamento considera “somente (os valores) provenientes de repasse SUS (Sistema Único de Saúde)” e não contabiliza investimentos em custeio de serviços, calculados em “cerca de R$ 200 milhões ao ano”.
Mesmo que esse montante fosse adicionado às despesas gerais do DRS-4 (a da Baixada) com pessoal e encargos, gastos correntes e investimentos, o total equivaleria a aproximadamente 2% dos dispêndios da secretaria em todo o Estado.
Porém, se fossem adotados critérios populacionais e econômicos para divisão de valores, a região deveria receber quase o dobro do que se aplica hoje.
Para comparação, a Baixada Santista tem 4,05% dos habitantes paulistas e, em 2007, representou 3,89% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas numa localidade) do Estado. São 1 milhão 687 mil moradores e R$ 35,1 bilhões em PIB.




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