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Terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 - 06h44

Ligação seca

Mauro Arce anuncia que ponte Santos-Guarujá não terá pedágio

Samuel Rodrigues


Fonte: Da Redação


O Governo de São Paulo desistiu de cobrar pedágio para a passagem pela ponte estaiada que deverá ser construída na entrada do Porto de Santos, ligando os bairros Ponta da Praia, em Santos, e Santa Rosa, em Guarujá. A informação é do secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, que esteve ontem na Cidade acompanhando o governador José Serra (PSDB), em evento noTeatro Guarany.

"O Governo do Estado está sendo cobrado por uma coisa que foi prometida. Ele quer cumprir, e com um detalhe: sem pedágio. A ponte vai ser sem pedágio, de trânsito livre", contou Arce, com exclusividade, para A Tribuna.

Quando o projeto foi anunciado, em maio do ano passado, cogitava-se a cobrança do mesmo preço de utilização das balsas  à época, R$ 7,50. De acordo com aquele planejamento, quando a ponte estivesse aberta ao tráfego, o dinheiro arrecadado com as tarifas bancaria metade do custo da obra, que na ocasião seria de R$ 500 milhões. A Reportagem apurou que, hoje, a verba estadual disponível para o empreendimento é de R$ 400 milhões.

A isenção de passagem para veículos de passeio entre Santos e Guarujá é uma novidade. Atualmente, a travessia de balsas, no mesmo trecho onde pretende-se construir a ponte, custa R$ 7,90 para automóveis e R$ 4,00 para motocicletas.

A outra possibilidade de locomoção para quem usa carro ou moto é a Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Mas para passar pela via, administrada pela Ecovias, os motoristas devem arcar com a tarifa de pedágio, de R$ 8,20. Motos não pagam.

Atualmente, a construção da ponte depende de se definir qual o melhor traçado para as rampas de acesso. Segundo os planos inicialmente apresentados pelo Estado, o empreendimento ligará as avenidas Mário Covas (Avenida Portuária), em Santos, e Adhemar de Barros, em Guarujá. Reuniões técnicas foram realizadas na semana passada, com a participação dos prefeitos de Santos, João Paulo Papa, e Maria Antonieta de Brito, ambos do PMDB.

Segundo o governador José Serra, no campo das negociações, metade do caminho foi percorrido. "Temos entendimento de 100% com a Prefeitura de Santos. Agora falta a Prefeitura de Guarujá (decidir), porque tem o problema de onde descer lá. Estamos com reuniões intensas nessa matéria porque, uma vez que a Prefeitura de Guarujá se integre ao projeto, a gente lança imediatamente a licitação (de construção)", declarou, ontem.

"Nós estamos conversando intensamente. O secretário Mauro Arce sabe e pode dizer, porque eu ligo para ele três vezes por semana só para falar disso", completou, como se respondesse a quem pensava que o tema estava morto.

Questionado se haverá uma decisão sobre o assunto até abril, mês em que supostamente deixa o cargo para concorrer à Presidência da República, Serra balançou a cabeça afirmativamente e respondeu: "Eu acho".

No que depender da prefeita Antonieta, uma certeza já existe: a de que a rampa não ficará na Adhemar da Barros. "Tenho restrição a esse traçado. Da nossa parte, está descartado".

A prefeita reiterou sua sugestão, de que a rampa de acesso fique em um terreno de mangue localizado ao lado da avenida citada, passando pela lateral da instalação da Dow Química e conectando a ponte à Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Segundo ela, sua restrição ao traçado atual deve-se aos impactos que ocorreriam no comércio na Adhemar de Barros e no trânsito do município. O secretário Mauro Arce afirmou que sua equipe analisará a proposta de Guarujá. Da parte de Santos, Papa confirmou o entendimento. "O acesso do lado santista é paralelo à Avenida Mário Covas e sem conflito com a malha urbana da Cidade", disse.

A altura do vão livre da ponte, alvo de polêmica no ano passado, está sendo discutida pelo Estado e pela Codesp.







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