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Segunda-feira, 18 de março de 2013 - 08h13
Desinteresse

Faltam pediatras nas unidades de pronto-atendimento em Guarujá

Simone Queirós

As Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) Enseada e Boa Esperança, em Guarujá, não estão conseguindo atingir um dos seus objetivos: atender crianças. O motivo é a inexistência de pediatras nesses locais, que foram entregues, respectivamente, em novembro de 2011 e março do ano passado.

Quando viu o caçula queimando em febre e com sintomas como diarreia e vômito, Carla Aparecida de Araújo da Silva, mãe de duas crianças de 5 e 3 anos e moradora de Vicente de Carvalho, achou que não teria problema em conseguir atendimento. Ela mora na mesma rua do PS e logo se dirigiu para lá.

“Só que me falaram que não havia médico pediatra e que não adiantava ir à UPA Boa Esperança, porque também não havia especialista lá. Então fui para a UPA Rodoviária”.

Chegando lá, Carla deparou-se com a superlotação. “Cheguei às 12h30 e só entrei na sala da médica às 15h30. Depois que meu filho fez exames saí de lá às 18h30 e ainda sem o resultado, que só ficaria pronto no dia seguinte”.

Segundo ela, havia dois médicos atendendo na ocasião, mas um deles teve que se dedicar a uma emergência e apenas um ficou no consultório durante o dia. “Tinha gente vindo de Vicente de Carvalho e da Enseada para lá. Fiquei imaginando para que servem as duas UPAs que foram inauguradas há pouco tempo”.

Créditos: Rogério Soares/Arquivo
Sala anexa ao PAM Rodoviária é um dos locais destinados ao pronto atendimento infantil em Guarujá


Resposta

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a rede pública passa por uma dificuldade. “A Prefeitura abriu concursos para contratação de pediatras, porém, a procura não foi suficiente”, informa a pasta.

Com isso, a SMS decidiu centralizar o atendimento em dois locais: UPA São João, em Vicente de Carvalho, e o Pronto Atendimento Pediátrico, que fica em uma ala anexa à UPA Matheus Santamaria, conhecida como PAM Rodoviária.

A primeira conta com dois profissionais por plantão e a segunda, com três. “A centralização do serviço é para que as crianças sejam encaminhadas a essas unidades e não tenham o atendimento comprometido”, informa a pasta.

Leia reportagem completa na edição desta segunda-feira, em A Tribuna 

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