Baixada Santista
Segurança
Número de homicídios dolosos chega a 260 na Baixada Santista
Tatiana Lopes
Fonte: Da Redação
O número de homicídios dolosos (com a intenção) cresceu 34% na Baixada Santista em apenas um ano. Em 2009, foram registrados 260 assassinatos, contra 194, em 2008. Os dados fazem parte das estatísticas de criminalidade divulgadas na terça-feira pela Secretaria da Segurança Pública do Estado.
A alta no índice de homicídios dolosos da região, bem superior à média do Estado, de 3%, foi puxada principalmente pelas ocorrências em Santos e Cubatão.
Na primeira, o aumento foi de 106%, passou de 16, em 2008, para 33, em 2009. Desde 2002, essa foi a primeira vez que a quantidade de homicídios cresceu em Santos. Em Cubatão, onde essa modalidade de crime aumenta desde 2007, a evolução foi de 72,22% 18 homicídios no ano passado, contra 31, no anterior.
São Vicente, apesar de ter um percentual de crescimento menor do que Santos e Cubatão, é a cidade com maior número absoluto de assassinatos: 59 só em 2009.
Das nove cidades da Baixada Santista, apenas duas (Bertioga e Itanhaém) registraram queda na quantidade de homicídios dolosos.
Os homicídios culposos e culposos de trânsito ficaram praticamente no mesmo patamar em toda a região.
Comparando a criminalidade de 2008 com a de 2009, a Baixada Santista e o Vale do Ribeira apresentaram uma ligeira queda no número de latrocínios, 21 casos contra 20 ocorrências.
ESTUPROS
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a mudança na conceituação do estupro, que passou a incluir os "atos libidinosos" e "atentados violentos ao pudor" na Lei Federal 12.015, teve repercussão na estatística criminal do Estado.
No ano passado, em toda a região do Deinter-6 (que abrange os nove municípios da Baixada Santista e 14 do Vale do Ribeira) o número de estupros contabilizados foi de 360. Em 2008, foram 161 casos. Mas conforme a secretaria, o total de 2009 não pode ser comparado com os dados da série histórica.
A assessoria de imprensa da pasta explicou que não significa que o índice de registros de "conjunções carnais mediante violência ou grave ameaça" tenha, de fato, aumentado. Mas que a mudança de metodologia passou a incluir crimes que tinham outra capitulação.
COLABOROU ANDREA RIFER




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