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Segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013 - 17h26
Oficial

Carnaval em SV é cancelado por problemas judiciais e falta de dinheiro

De A Tribuna On-line

Atualizado às 17h48

Está confirmado. São Vicente cancelou toda a programação de Carnaval deste ano. Os motivos são problemas judiciais e falta de dinheiro. Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, o secretário de Cultura Amauri Alves anunciou oficialmente a representantes de escolas de samba da Cidade que não haverá mais shows e apresentação de blocos na arena que seria montada na Praia do Itararé.

Escolas de samba, bandas e blocos da Cidade iriam utilizar o espaço. O evento seria patrocinado por uma grande marca de cervejas, que bancaria todas as instalações físicas da festa. Já a Prefeitura pagaria um cachê de R$ 30 mil a cada uma das 8 escolas de samba, mais R$ 10 mil para uma agremiação formada este ano, somando R$ 250 mil.

Segundo o secretário, um parecer da Secretaria de Assuntos Jurídicos foi determinante para a decisão de cancelar o Carnaval. A Prefeitura é alvo de processo judicial, movido na gestão passada, relativo à contratação de bandas e trios elétricos nos festejos de 2012.
 
Além disso, o Município acata um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), onde ficam proibidos desfiles carnavalescos e outras atividades culturais, esportivas e religiosas nas principais vias urbanas.

Créditos: Paulo Freitas
Em entrevista coletiva, secretário Amauri Alves anunciou decisão de cancelar o Carnaval na Cidade neste ano

Sem dinheiro

Outro motivo apresentado para justificar a não realização do Carnaval este ano foi a falta de dinheiro para os cachês. Uma reunião realizada na noite deste domingo confirmou que a dívida da Cidade impede que a Administração banque sua parte na realização do evento.

Além da questão financeira, as escolas de samba que se apresentariam na arena ainda não tinham apresentado a documentação exigida para o evento, como certidões negativas e atas de criação das entidades.

“O projeto fica inviabilizado como um todo”, lamenta o secretário Amauri Alves, “já que as escolas de samba não irão mais se apresentar no período noturno e, portanto, não se justifica a montagem da estrutura que já nos havia sido oferecida por uma empresa que apoiaria a iniciativa”.


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