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Domingo, 18 de março de 2012 - 07h48
Crimes

Joaquim se considerava ‘arquivo vivo'

Eduardo Brandão
Um dia antes da publicação de sua exoneração do cargo de secretário-executivo do Coordenação Governamental de Guarujá, Joaquim externou ao presidente regional da OAB, Frederico Gracia, sua intranquilidade com os boatos que já dominavam as rodas políticas. “Vi que ele não estava no seu normal. Perguntei: “você está bem?” A expressão que ele usou foi a de ser considerado 'arquivo vivo'. E não entrou em detalhes. E eu respeitei”.

Segundo Gracia, a conversa aconteceu por acaso, na manhã de 29 de fevereiro. Os dois se encontraram na orla e, durante caminhada à beira-mar, Joaquim teria confidenciado o temor de deixar a base governista.

Visivelmente abatido, conforme recorda Gracia, o ex-secretário disse estar descontente com o cenário político da Cidade. “Durante a conversa, Joaquim disse existir um grupo econômico que está acima do poder constituído pelo voto. Independentemente de quem estiver no comando, é esse grupo que manda e desmanda em Guarujá”,

Gracia afirma que as declarações de Joaquim foram lacônicas. “Parecia um desabafo, mas num terreno que não poderia avançar muito. Preferi, por prudência, não insistir”.

Ex-homem forte do governo municipal, todas as decisões políticas passavam pelo crivo de Joaquim. Ele esteve à frente da campanha eleitoral de Maria Antonieta de Brito (PMDB) e chefiou a equipe de transição do governo.

Segundo o presidente estadual do PPL, Miguel Manso, Joaquim recebia constantes ameaças. E, nos últimos meses, ele tinha a sua disposição um carro blindado.

 

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