A Controlar, empresa que fazia a inspeção veicular no município de São Paulo, informou hoje que seus 800 funcionários vão entrar em aviso-prévio a partir desta quinta-feira. Por meio de nota, a empresa informou que seus serviços continuarão sendo prestados normalmente até o fim do mês, conforme determinação judicial, e que essa medida não vai "interferir na qualidade dos serviços prestados à população de São Paulo". Enquanto isso, continuará buscando “demonstrar na Justiça a validade de seu contrato [com a prefeitura] até o ano de 2018”.

Em outubro do ano passado, a prefeitura anunciou a suspensão do contrato de serviços de inspeção veicular com a Controlar, alegando que a vigência do documento tinha expirado em março de 2012. Além disso, existiam dois processos administrativos contra a empresa, um deles, aberto pelo Ministério Público de São Paulo para apurar eventuais condutas criminosas na manutenção do contrato feito, em 1996, com o executivo municipal paulistano para a inspeção veicular na cidade.

A empresa recorreu da decisão da prefeitura na Justiça e obteve uma liminar garantindo que os serviços continuassem sendo prestados até o dia 31 de janeiro deste ano. A prefeitura, no entanto, decidiu abrir uma nova licitação para a inspeção veicular.

O prefeito Fernando Haddad disse hoje, em entrevista à imprensa, que o edital já foi lançado e que está em fase de consulta pública. De acordo com o prefeito, cerca de 40% da frota de veículos de São Paulo deverão ser inspecionados este ano, excluindo-se os novos veículos. “Ao contrário do ano passado, não se trata mais de pagar e depois obter a devolução. Agora a inspeção será feita sem [pagamento de] taxa e, se o veículo for reprovado, daí fica por conta da pessoa fazer a segunda inspeção. A primeira inspeção será por conta da prefeitura”, disse Haddad.

Aos jornalistas, o prefeito disse que a prefeitura não renovará o contrato com a Controlar e que isso só acontecerá caso haja uma medida judicial obrigando a prefeitura a fazê-lo. “No que depender do Executivo municipal, não [renovará]. Obviamente, nós estamos subordinados a qualquer eventual decisão judicial. Mas nós queríamos romper há muito tempo esse contrato porque nós entendíamos que ele já tinha expirado e não seguia a boa prática contratual”, ressaltou.